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Um refúgio escocês para ver estrelas, uma festa de aniversário normanda e um eclipse de seis minutos sobre Luxor deviam estar todos na sua lista.

Assistir a um eclipse solar total sobre o Vale dos Reis ou ver 40 embarcações de estilo viking a navegar ao longo da costa da Normandia pode soar a delírio, mas ambas as coisas vão mesmo acontecer em 2027. E são apenas dois dos destaques da lista Best of the World da National Geographic para o próximo ano. A coisa promete.
Todos os anos, a Nat Geo desafia a sua rede global de redactores, fotógrafos e exploradores a escolher os destinos que mais justificam uma viagem no ano seguinte. Desta vez são 25, distribuídos por seis continentes, e todos conquistaram o seu lugar porque há algo de novo a acontecer por lá em 2027 – seja uma inauguração de peso, um renascimento cultural ou um aniversário marcante.
A 2 de Agosto, por exemplo, Luxor vai mergulhar em mais de seis minutos de penumbra em pleno dia durante um eclipse solar total. E, como se não bastasse, o histórico hotel Winter Palace – onde Howard Carter anunciou ter descoberto o túmulo de Tutancámon – reabre em Julho. Para além disso, o primeiro comboio-cama de luxo do Egipto começa a circular entre o Cairo e Assuão.
A Normandia celebra o milénio do nascimento de Guilherme, o Conquistador, com mais de mil eventos, e é até possível prestar homenagem junto ao seu túmulo em Caen – ou pelo menos ao que resta dele: apenas um fémur.
Em Chengdu, assinala-se o centenário do dia em que um camponês, ao desimpedir uma vala, bateu contra jade e trouxe à luz o reino Shu – uma civilização da Idade do Bronze que não deixou registos escritos, cujas máscaras de ouro e uma imponente figura de bronze preenchem agora dois museus da cidade. E nas florestas nubladas do Peru, um novo trilho na antiga cidadela de Kuélap permite ver arqueólogos em plena acção.
Já os mais aventureiros devem apontar agulhas a sul. Quando Charles Darwin contornou o Cabo Froward em 1834, descreveu-o como um "cenário de desolação", mas até ao final de 2027 o extremo meridional da América do Sul continental deverá tornar-se o mais recente parque nacional do Chile. No Malawi, o trabalho de conservação permite agora avistar leões, leopardos, elefantes, rinocerontes e búfalos (os famosos "big five" do safari) sem as multidões habituais de outras paragens africanas.
A Arménia está a abrir as suas montanhas selvagens aos amantes de caminhadas, recuperando antigos caminhos de pastores no âmbito do Trilho Transcaucasiano, que irá estender-se por cerca de três mil quilómetros através da região. Nos Estados Unidos, a cordilheira de Ozarks acolhe o primeiro parque de BTT do Arkansas com teleférico para subir a encosta. Prefere um plano mais contemplativo? Dumfries e Galloway, na Escócia, inaugura a meio do Verão o Observatório Dark Sky escocês, com direito a um planetário de 360 graus.
Quanto ao prémio dos leitores (Readers’ Choice), a distinção recaiu sobre a Ilha Catalina. A apenas uma hora de ferry de Long Beach, na Califórnia, conta com trilhos selvagens, pequenas raposas nativas e uma manada de bisontes que descende de animais levados para lá durante uma rodagem de Hollywood nos anos 1920.
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