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Monumento de interesse público está desactivado desde 2002 e sofreu sérios danos numa enxurrada recente. Inclusão na lista da Europa Nostra torna-o elegível para subvenção de dez mil euros.

A Fábrica de Pólvora de Vale de Milhaços foi incluída na lista dos sete sítios patrimoniais mais ameaçados da Europa pela rede Europa Nostra. A organização identificou “sérias ameaças” resultantes de “décadas de envelhecimento do material”, de “manutenção irregular”, do “colapso de tectos, fissuras estruturais, infiltrações e corrosão”, de “episódios de vandalismo” e do “crescimento descontrolado da vegetação”. Há mais de duas décadas que a Câmara Municipal do Seixal (CMS) faz esforços para a preservação e musealização do espaço, que hoje é parcial, mas não os suficientes para proteger a totalidade do património.
Além da degradação progressiva, as condições agravaram-se este mês de Fevereiro, na sequência das tempestades que assolaram o país. Uma enxurrada fez inundar o recinto da fábrica, provocando danos de relevo na maquinaria centenária. “Só uma intervenção muito significativa poderá restaurar o que foi estragado”, garantiu então ao jornal Público a historiadora Graça Filipe, da autarquia. A inclusão da Fábrica de Pólvora de Vale de Milhaços na lista de património em risco da Europa Nostra torna-a elegível para uma subvenção de dez mil euros do Banco Europeu de Investimento.
A unidade fabril foi fundada em 1894, mas, três anos depois, um grave acidente destruiu parte do edificado e vitimou mortalmente nove trabalhadores, seguindo-se a reconstrução do complexo. Também a sua desactivação foi tumultuosa: o processo começou em 1998 e terminou em 2002, quando um novo acidente resultou na morte de uma pessoa e em vários feridos. A fábrica foi classificada como monumento de interesse público em 2012.
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