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A 26.ª edição do Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas de Lisboa acontece de 7 a 31 de Maio. O programa inclui mais de 25 projectos, com espectáculos em sala e na rua.

O FIMFA Lx está de volta. Entre 7 e 31 de Maio, poderá ver “mais de 25 projectos” de marionetas e formas animadas em 11 espaços da cidade. “Abrir espaço, reinventar ou iluminar são algumas das palavras que guiam a programação”, lê-se em comunicado do Festival Internacional de Marionetas e Formas Animadas. Produzido por A Tarumba – Teatro de Marionetas, conta com direcção artística de Luís Vieira e Rute Ribeiro e é composto por projectos oriundos da Bélgica, Brasil, Chéquia, Eslovénia, Espanha, EUA, Finlândia, França, Noruega, Portugal, Reino Unido e Suécia, na sua maioria em estreia nacional.
“O Festival entra na 26.ª edição e num novo ciclo. Num cenário de instabilidade global, em que as tensões internacionais aumentam a incerteza, e o discurso extremista nos divide, as criações artísticas que apresentamos este ano são como faróis na escuridão. O FIMFA Lx ultrapassa e funde fronteiras artísticas, pretendendo manter o seu carácter de diálogo entre memória e futuro”, lê-se na mesma nota, que destaca ainda o Prémio de Mérito Cultural Henrique Delgado entregue a Christine Zurbach, professora universitária e personalidade de relevo na investigação e formação teatral, “com um percurso singular, notabilizado pelos seus estudos em torno das artes da marioneta e, em particular, dos Bonecos de Santo Aleixo”.
A programação inicia-se no São Luiz Teatro Municipal, com Dead as a Dodo, um espectáculo da reputada companhia norueguesa e nova-iorquina Wakka Wakka, que se apresenta pela primeira vez em Portugal. Misturando marionetas quer de tamanho humano quer gigantes, humor negro e efeitos visuais surpreendentemente inovadores, promete levar o público por uma odisseia musical hipnotizante sobre a sobrevivência, a transformação e o poder da amizade.
Ainda no São Luiz, será possível assistir a mais oito espectáculos. Destacam-se, por exemplo, Cabaret Love, do francês Johany Bert, que dá palco a uma marioneta queer e punk, que ultrapassa as fronteiras de género; uma nova versão de HEN, espectáculo que leva a palco uma marioneta hiper-realista, para nos falar de amor; e o premiado Thauma, da companhia espanhola La Mula, que apela ao humor, à beleza, ao mistério e ao inesperado, e que tem sido considerado a grande revelação no universo do teatro visual.
Já no Teatro Variedades, será possível assistir a Loco, da Compagnie Tchaïka, da Bélgica, inspirado em O Diário de um Louco, de Nikolai Gogol, um conto absurdo e surrealista sobre a fronteira incerta entre a loucura e a razão. Para dar vida a este universo, duas marionetistas interpretam e manipulam Popríchin, num bailado surrealista. Se preferir antes ir ao Teatro do Bairro, conte com dois espectáculos de teatro de objectos: a companhia belga Karyatides volta a trazer a Lisboa um clássico da literatura, desta vez, Crime e Castigo, de Dostoiévski, numa produção d’A Tarumba, em co-produção com o Teatro Nacional D. Maria II; e a companhia La Loquace, proveniente de França e Espanha, apresenta Viva!, inspirada na história verdadeira de um dos intérpretes, passada durante a Guerra Civil Espanhola.
No Centro Cultural de Belém, o FIMFA Lx26 apresenta uma das grandes apostas da edição deste ano: Éclipse, do francês Léo Rousselet, um circo de objectos que explora as relações entre a manipulação de objectos, o malabarismo, a nova magia e a água. Também no CCB, segue-se outra apresentação memorável, a anunciar brevemente. Nos Jardins do Bombarda, Fernando Mota apresenta, em ante-estreia, Até ao Fim do Mundo, um projecto que cruza a geologia com a exploração musical e sonora dos elementos naturais, a literatura e o vídeo. Mas há mais.
A programação dirigida aos mais novos e famílias vai dividir-se pelo LU.CA – Teatro Luís de Camões, o Palácio Pimenta, o Teatro Romano e a Biblioteca de Marvila. Destaca-se, por exemplo, Uma Pequena CircOOnferência, performance da companhia portuguesa Radar 360º dedicada aos mais pequenos, que flutua entre o rigor histórico da História do Circo Europeu e a dimensão onírica de um historiador que aspira ser um artista de circo.
Durante o FIMFA Lx, como é já habitual, decorrerão ainda um conjunto de actividades complementares, como exibição de filmes, masterclasses, conferências e encontros com os criadores. Para não perder pitada, o melhor é consultar online a programação completa.
Vários locais. 7-31 Mai, vários horários. Vários preços
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