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Uma previsão indica que o reinado de França no topo das estatísticas do turismo pode estar prestes a terminar. Consegue adivinhar qual é o país que lhe vai passar à frente?

Com os castelos de conto de fadas do Vale do Loire a oeste, as praias e vinhas banhadas pelo sol no sul e, claro, a grande capital Paris, não é surpresa que a França seja o país mais visitado do mundo há décadas.
Mas há uma reviravolta no horizonte. Segundo uma previsão de tendências recente, o reinado da França no topo não está garantido para sempre.
Uma estimativa de um estudo conjunto da Deloitte e do Google revelou que a Espanha irá ultrapassar a França como o país mais visitado do mundo até 2040, com cerca de 110 milhões de visitantes anuais, em comparação com os 105 milhões projectados para a França. Na altura da divulgação do relatório, a Espanha trabalhava com um ponto de partida relativo a 2023 de cerca de 84 milhões de visitantes, um segundo lugar sólido, mas distante. Contudo, dois anos mais tarde, os números por trás dessa previsão parecem muito mais convincentes.
O país acolheu o número recorde de 97 milhões de turistas internacionais no ano passado, segundo o Instituto Nacional de Estatística de Espanha, com gastos estimados em 135 mil milhões de euros no total. Trata-se de um salto enorme em relação aos dados de 2023, colocando a Espanha num bom caminho para atingir a sua meta de 2040, com 15 anos de avanço no calendário.
Por enquanto, a França ainda mantém a coroa. Ocupou novamente o primeiro lugar no ano passado com 102 milhões de visitantes, registando um aumento face aos 100 milhões de 2024, ano em que o país acolheu os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Verão.
E porque está a Espanha a aproximar-se tanto? Há o apelo evidente dos cerca de 300 dias de sol por ano, voos relativamente baratos e Invernos mais suaves do que na maior parte do norte da Europa. No entanto, a notícia não é bem-recebida por todos: esse mesmo crescimento intensificou um debate já tenso sobre o excesso de turismo, com residentes de Barcelona, das Baleares e das Canárias a demonstrarem preocupações quanto à sobrelotação, aos serviços públicos sobrecarregados e ao aumento dos custos da habitação.
Várias regiões já introduziram regulamentações mais rígidas em resposta, pelo que permanece em aberto a questão de saber se a Espanha conseguirá atingir os 110 milhões de visitantes até 2040 sem uma reflexão profunda sobre a forma como gere o turismo.
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