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As companhias aéreas deixam de poder cobrar pela bagagem de mão. Conheça as novas protecções para quem viaja na Europa.

Todos já passámos por isto: encontramos um voo low-cost a um preço decente para um destino europeu, e depois levamos com uma enorme taxa pela mala de cabine. Bem, esses dias acabaram oficialmente: após 13 anos de negociações, a UE chegou finalmente a um acordo que permitirá aos passageiros transportar bagagem de mão a bordo gratuitamente.
A proposta permitirá aos turistas viajar com bagagem de mão até sete quilos sem qualquer taxa extra – e isto para além da mochila que vai debaixo do assento.
A medida para eliminar os custos ocultos da bagagem de mão faz parte de um acordo mais amplo entre o Conselho Europeu e o Parlamento Europeu para reforçar os direitos dos passageiros.
Segundo um comunicado de imprensa sobre o acordo, “as tarifas aéreas que incluam a franquia para uma peça de bagagem de mão devem ser exibidas por defeito antes do início de qualquer processo de reserva”.
A par das regras sobre a bagagem de cabine, o acordo engloba as seguintes protecções:
Obviamente, esta é uma vitória enorme para os viajantes, mas nem toda a gente está feliz com a novidade. Espera-se que a medida atinja as companhias aéreas low-cost com particular dureza – a Ryanair, por exemplo, facturou 4,7 mil milhões de euros em 2024 apenas com a cobrança de taxas extra, como a selecção de lugar e os custos de bagagem.
Num comunicado, o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, chamou aos novos regulamentos de “treta burocrática” que “obriga as companhias aéreas a publicitar falsamente tarifas aéreas mais altas, tornando as companhias da UE ainda menos competitivas”.
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