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A organização comemora 80 anos com tournée mundial da mostra “Vidas Partilhadas, Futuro Partilhado”. Em Lisboa, ocupa a Praça do Município e, no Porto, a Praça D. João I.

Vinte e cinco histórias reais de várias partes do mundo, relacionadas com o impacto da Organização das Nações Unidas (ONU) nas vidas das pessoas, vão estar em exposição na Praça do Município, em Lisboa, entre os dias 25 de Março e 12 de Abril. "A ideia principal é celebrar o 80.º aniversário da organização e tudo o que se conseguiu alcançar nestes anos, mas também sabemos que é preciso repensar como fazer as coisas, como rejuvenescer, precisamos de nos adaptar e de pensar no futuro. Este é um momento importante para isso", conta à Time Out Sherri Aldis, directora de Comunicação das Nações Unidas para a Europa Ocidental, a propósito da iniciativa.
"Por um lado, atravessamos uma crise de multilateralismo sobre a qual é preciso reflectir e, por outro, há também um grande desentendimento sobre o que a ONU é e o que faz", continua a responsável, afirmando que a exposição “Vidas Partilhadas, Futuro Partilhado”, que inaugura esta quarta-feira, é também uma forma de aproximar as pessoas da organização fundada por 51 nações em 1945. A mostra está em tournée mundial — já marcou presença em cidades como Abuja (Nigéria), Ancara (Turquia), Brasília (Brasil), Camberra (Austrália) ou Moscovo (Rússia) — e é adaptada à realidade de cada país, partindo de uma base de 200 retratos.
"O que fizemos foi seleccionar as diferentes histórias, de acordo com o impacto da acção da ONU em cada país", detalha Sherri Aldis. "Seja numa aldeia nas montanhas do Afeganistão, numa pequena ilha do Pacífico, em Portugal, na Estónia, em África ou no Brasil, o trabalho do Sistema das Nações Unidas influencia diariamente a vida de milhões de pessoas", lembra a organização, no comunicado enviado aos jornalistas.
"A acção da ONU é percepcionada com um impacto diferente por quem vive na Europa, que não atravessa um conflito ou uma crise humanitária. Mas é preciso lembrar que não trabalhamos apenas estes aspectos. Quando se fala nas Nações Unidas, muitas vezes, as pessoas associam de imediato ao conselho de segurança, quando há outro tipo de trabalho, e muito, em desenvolvimento, relacionado com temas como as alterações climáticas, a implementação da inteligência artificial, a regulação espacial ou a conservação. Por outro lado, todas as crises mundiais, mesmo que ocorram longe, têm um impacto global, desde o clima às migrações", sublinha a responsável.
Além da presença em Lisboa, a exposição vai estar também no Porto (Praça D. João I), de 28 de Março a 12 de Abril. Além dos 80 anos de vida da ONU, celebra-se também o facto de Portugal ter aderido à organização há 70 anos. "Sempre foi um país que apoiou as Nações Unidas e, aliás, o actual secretário-geral é português", frisa Sherri Aldis, referindo-se a António Guterres, no cargo desde 2017. Da exposição também farão parte, por isso, "alguns dos principais contributos de Portugal desde a sua adesão".
A par das 25 histórias partilhadas na mostra, muitas outras podem ser consultadas nesta página.
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