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A 'Condé Nast Traveller' revelou os melhores países do planeta para comer, segundo centenas de leitores.

Há férias que são planeadas em torno de museus e monumentos. Outras são uma sucessão de refeições com um pouco de turismo pelo meio. Se pertence a este segundo grupo, vale a pena espreitar o novo ranking dos melhores países do mundo para comer, promovido pela Condé Nast Traveller – no qual a Europa conquistou os três primeiros lugares.
Os resultados surgem dos Readers' Choice Awards 2026 da publicação, que pediram a milhares de leitores para avaliarem os seus destinos preferidos. A votação decorreu entre 1 de Abril e 30 de Junho, tendo a Condé Nast calculado as pontuações finais a partir das classificações dos inquiridos. Os leitores avaliaram os destinos numa escala de cinco pontos, de excelente a fraco, e a média foi convertida numa percentagem. Ou seja: nada de painéis de chefs a discutir quem faz a melhor massa. Desta vez, a decisão esteve inteiramente nas mãos dos viajantes.
Itália conquistou o primeiro lugar com uma pontuação de 96,92%. Da pizza em Nápoles aos cannoli na Sicília, passando pelo risotto em Milão, as especialidades regionais do país não faltam motivos para viajar para lá dos itinerários turísticos habituais. Como destaca a Condé Nast Traveller, a Emília-Romanha merece uma atenção especial pelo seu património gastronómico. A região é o berço do parmesão, do presunto de Parma, do vinagre balsâmico e do ragù que inspirou um dos pratos de massa mais conhecidos do mundo. Para mais inspiração, consulte o guia da Time Out com os melhores sítios para visitar em Itália.
A Grécia somou 96,72%, garantindo o segundo lugar graças à combinação de marisco fresco, tavernas tradicionais e cozinha regional. O cenário gastronómico varia entre o continente e as ilhas. Atenas, que este ano figura no ranking da Time Out das melhores cidades do mundo para comer, tem gastro-tavernas modernas e restaurantes de fine dining, enquanto as Cíclades apostam nas tavernas tradicionais. Se está a planear uma viagem, o guia da Time Out com as melhores ilhas gregas é um bom ponto de partida.
Portugal alcançou 96,57%, tornando-se a nova entrada com melhor classificação na lista deste ano. A Condé Nast Traveller destaca o marisco da costa atlântica, das sardinhas assadas às caldeiradas e ao arroz de amêijoas, enquanto o pastel de nata de Lisboa – folhado, cremoso e que se quer quentinho – se tornou um motivo de viagem por si só. Para algo mais substancial, as tascas tradicionais do país servem refeições fartas e sem complicações que fazem tanto parte da vida local como a própria comida.
Fora da Europa, o Japão ficou em quarto lugar com 96%. Tóquio é o ponto de partida natural para uma viagem focada na comida, com os seus restaurantes aclamados, enquanto as guesthouses tradicionais (os chamados ryokan) oferecem outra forma de provar a gastronomia japonesa.
A Turquia ocupou o quinto lugar com 95,65%. Para lá dos seus famosos kebabs, o Bazar das Especiarias de Istambul está cheio de frutos secos, delícias turcas e especiarias coloridas. Para provar baklava, a Condé Nast Traveller recomenda rumar a Gaziantep, no sudeste do país, Cidade Gastronómica da UNESCO e famosa pelos seus doces folhados com frutos secos e embebidos em mel.
Uma pequena curiosidade – a Indonésia obteve na verdade uma pontuação mais alta do que a Turquia, apesar de aparecer uma posição abaixo no ranking. Mantivemos a ordem tal como foi publicada pela publicação de viagens.
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