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O festival de animação regressa a Lisboa em Março com exposições, retrospectivas e um programa de indústria reforçado com nomes internacionais.

A Monstra – Festival de Animação de Lisboa regressa entre 12 e 22 de Março para a sua 25.ª edição. A programação deste ano tem como destaque uma exposição dedicada ao espólio de Vasco Granja, a celebração dos 50 anos do estúdio britânico Aardman e o reforço do Programa de Indústria, que volta a trazer a Lisboa alguns dos principais nomes da animação mundial.
Um dos momentos centrais desta edição acontece fora das salas de cinema. A partir de 7 de Março, a Sociedade Nacional de Belas Artes recebe a exposição “Olá Vasco Granja! A arte dos amigos do Pai da Pantera Cor-de-Rosa”, dedicada a uma das figuras mais determinantes na divulgação do cinema de animação em Portugal. Patente até 4 de Abril, a mostra reúne cerca de 125 desenhos sobre papel e acetato, assinados por vários realizadores e nomes maiores da animação internacional, como Zbigniew Czernelecki, Richard Williams, Zlatko Grgić e Norman McLaren. A exposição revisita o legado de Vasco Granja e a sua influência na formação de várias gerações de espectadores e criadores.
A edição de 2026 assinala também os 50 anos da Aardman, um dos estúdios mais influentes da animação contemporânea. O festival apresenta duas sessões retrospectivas dedicadas ao percurso do estúdio britânico, com exibição de obras emblemáticas como Wallace & Gromit, Shaun the Sheep (vulgo, Ovelha Choné, em Portugal) e episódios de Morph, a primeira série produzida pela Aardman em 1976, criada por Peter Lord.
A Monstra alarga ainda a programação expositiva com a instalação “Lugares Invisíveis | MUSEU”, que inaugura a 7 de Fevereiro no Museu Nacional da Música. Criada pelo compositor português Carlos Caires e pelo artista italiano Andrea Tamburrino (TAMBOO), a experiência convida o público a interagir com um sistema sonoro imersivo através do movimento das mãos, em diálogo com uma componente visual. O projecto, desenvolvido no âmbito do simpósio Cultura e Sustentabilidade: Projecto DME 2020, inclui uma versão criada especificamente para o espaço, com vídeo generativo interactivo. Os visitantes podem explorar ambientes sonoros inspirados na floresta, procurar sons de animais, manipular instrumentos escondidos no espaço ou activar uma paisagem sonora marcada por máquinas e aparelhos eléctricos.
Estas exposições juntam-se ainda a “60 Anos de Animação de Marionetas da Letónia – Estúdio Animācijas Brigāde”, que inaugura a 13 de Fevereiro no Museu da Marioneta, no seguimento da retrospectiva dedicada à cinematografia letã, país convidado desta edição.
O festival volta também a apostar no reforço do Programa de Indústria, que surge com uma nova estrutura organizada em três eixos principais: Conversas, Oficinas e Monstra Pro. O objectivo passa por potenciar o encontro entre profissionais, promover formação especializada e estimular o desenvolvimento de novos projectos. Entre os destaques estão várias masterclasses com autores de referência internacional, incluindo Michèle Lemieux, cuja obra será alvo de retrospectiva, com filmes como Stormy Night, Here and the Great Elsewhere e The Painting, que exploram a técnica do ecrã de agulhas.
O programa inclui ainda uma masterclass conjunta de Pierre Yves Drapeau e Vladimir Leschiov, acompanhada de uma retrospectiva dedicada a este último realizador, letão, com títulos como Granddad’s Honey, Insomnia, Lost in Snow, Waiting for the New Year, Comeback e Wings and Oars, este último integrado na cerimónia de abertura. Outro dos momentos centrais será a masterclass dos Irmãos Quay, acompanhada de uma retrospetiva com obras como Street of Crocodiles, In Absentia e Maska. Os realizadores regressam ao festival depois de terem conquistado o Grande Prémio Longas – RTP na edição de 2025.
Cinema São Jorge, Av. da Liberdade, 175 (Avenida da Liberdade). 12-22 Mar, vários horários. Vários preços
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