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Cinema São Jorge e Cinemateca Portuguesa figuram em lista da Time Out dos 100 melhores cinemas de todo o mundo, que contou com a colaboração de Pedro Almodóvar ou Paul Thomas Anderson.

Olhando para cine-teatros clássicos e templos contemporâneos dedicados à sétima arte, a Time Out fez uma lista dos 100 melhores do mundo. Pelo meio, dois espaços lisboetas mereceram menção: o Cinema São Jorge, na 81.ª posição, e a Cinemateca Portuguesa, na 27.ª.
"Com o seu icónico letreiro de néon a iluminar a Avenida da Liberdade desde 1950, o Cinema São Jorge continua a ser um dos marcos da cidade. Acolhe festivais como o IndieLisboa, o DocLisboa e o Queer Lisboa, além de exibir clássicos como O Padrinho. Chegue cedo, peça uma bebida no bar e desfrute da magia do grande ecrã nas suas três salas", lê-se no artigo. Já em relação à Cinemateca, instalada desde a década de 1980 na Rua Barata Salgueiro, destacam-se as "três salas confortáveis" e o foco nos clássicos e na história do cinema.
"Dos cinemas de culto de Tóquio, dos grandiosos templos cinematográficos parisienses aos adorados cinemas de Sydney e aos palácios cinematográficos de Los Angeles, de um cinema em Berlim com o seu próprio bunker nuclear a um cinema canadiano com apenas 12 lugares, destacamos cem magníficos palácios do cinema que todos os cinéfilos devem conhecer – e visitar", enquadra a Time Out internacional. Os três primeiros lugares da lista são ocupados pelo independente Film Forum, em Nova Iorque; pelo Stella, em Dublin (há lugares com direito a mesa, onde se pode beber um cocktail Citizen Kane ou Dirty Harry); e pelo TCL Grauman’s Chinese Theatre, em Los Angeles, um palácio de 1927 em forma de pagode, que "reina como o local preferido para estreias com passadeira vermelha" com o acréscimo da qualidade de topo: "Desde a sua conversão para IMAX, o auditório principal é simplesmente o melhor lugar do mundo para assistir a um filme novo."
A lista partiu da consulta do editor global de cinema da Time Out, Phil de Semlyen, a especialistas locais de todo o mundo, bem como a realizadores como Pedro Almodóvar, Paul Thomas Anderson, Sean Baker e Mia Hansen-Løve, com o intuito de "celebrar os melhores cinemas do mundo" numa altura em que muitas salas enfrentam grandes desafios. Não contando com os anos da pandemia, o número de espectadores nos cinemas portugueses registado no ano passado foi o mais baixo desde 1996, nas contas do Instituto do Cinema e Audiovisual. Em Lisboa houve, ainda assim, algumas excepções, como o Nimas e a Cinemateca, que viram a quantidade de espectadores aumentar em relação ao ano anterior. Razões para não perder a esperança.
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