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Abre ao público esta quinta-feira, 26 de Fevereiro, a nova exposição permanente do museu. "May I help you? Posso ajudar?" reúne mais de 120 obras, de 80 artistas nacionais e estrangeiros.

A nova exposição permanente do MAC/CCB parte da pergunta lançada pela artista Andrea Fraser, numa performance de 1991. "May I help you? Posso ajudar?" reúne mais de meio século de produção artística, apontando a década de 1970 como o início de uma era de crise – estética, política e de representação.
Para isso, o museu juntou mais de 120 obras de arte, de 80 artistas de todo o mundo. Com curadoria de Nuria Enguita, directora do museu, Marta Mestre, curadora, e Raphael Fonseca, assessor curatorial do Denver Art Museum, a exposição divide-se em três núcleos e cada um deles observa a arte contemporânea através de diferentes perspectivas.
No núcleo Produções, abre-se espaço para a fotografia conceptual de Dan Graham ou para a lente de Allan Sekula, focada na "alienação" e na "uniformização", mas também para o contexto europeu da década de 1970. Fora do eixo Europa-Estados Unidos, surgem nomes como Cildo Meireles, Doris Salcedo, Gabriel Orozco, Damián Ortega, Mona Hatoum, das Américas do Sul e Central e do Médio Oriente. Nomes emergentes que "incorporam o nabal e o quotidiano através de posições irónicas e de denúncia".
É aqui que encontramos ainda Ana Jotta e Fernanda Gomes, com obras construídas a partir de objectos de produção industrial ou até mesmo lixo, Thomas Hirschhorn e Gabriel Abrantes, exemplos de artistas "pós-produtores, que editam e recuperam formas de arte do passado", e Jeff Koons, cujo trabalho desafia as "noções tradicionais de gosto, valor e hierarquia na arte".
No capítulo Mudanças, a exposição trata a arte na sua dimensão social e política, como "espaço de fricção", como se lê na folha de sala. Mantendo-se na década de 1970, é o momento de olhar para obras de artistas como Barbara Kruger e Jenny Holzer, que trabalharam ambas sobre as culturas da consumo e da publicidade.
Faz-se ainda a ponte entre a narrativa anti-racista norte-americana e a experiência colonial angolana, presente através de artistas como Kiluanji Kia Henda e Yonamine. Há ainda obras que repensam "o museu como armadilha silenciadora eurocêntrica"; outras "questionam o poder a partir de obras que trazem uma certa fragilidade". Considerou-se aqui um conjunto de artistas que inclui Félix González-Torres, João Pedro Vale + Nuno Alexandre Ferreira, Mike Kelley, Sara Bichão, Senga Nengudi e Wolfgang Tillmans.
A exposição não chega ao fim sem Tramas, o terceiro e último núcleo. Frank Stella e Daniel Buren são nomes em destaque, juntamente com Agnes Martin, Ana Hatherly e Irma Blank. Na esfera artística nacional, ressaltam obras de Fernanda Fragateiro, Helena Almeida, Júlia Ventura e Carla Filipe.
São mais de cinco décadas de arte contemporânea para percorrer ao longo das salas do MAC/CCB, numa exposição que conta com obras da Colecção Berardo, da Coleção Ellipse – Colecção de Arte Contemporânea do Estado e da Colecção Teixeira de Freitas.
Praça do Império (Belém). Ter-Dom 10.00-18.30. 15€
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