Notícias

Marcar férias agora? O impacto da subida dos preços nos voos

A guerra em curso no Médio Oriente está a provocar uma forte instabilidade nos preços globais do petróleo – eis o que isso pode significar para os seus planos de viagem no Verão.

Liv Kelly
Escrito por
Liv Kelly
Travel Writer
A man's hand holding a suitcase handle in an airport
Photograph: Shutterstock
Publicidade

A guerra entre os EUA, Israel e o Irão tem vindo a desenrolar-se desde o final de Fevereiro. A sua continuidade tem causado estragos em toda a região e provocado também uma perturbação significativa no fornecimento global de petróleo e, consequentemente, no custo do combustível para a aviação.

Os viajantes estão a enfrentar preços elevados e voos cancelados. Então, o que se passa? Deve pôr os planos de férias em pausa? Eis o essencial.

O que está a acontecer com os preços do combustível de aviação?

Entre 25% e 35% dos custos operacionais de uma companhia aérea são com combustível e, apesar de uma descida de 0,9% na semana passada para 195,19 dólares por barril, face à semana anterior, os preços continuam a ser mais do dobro do que eram no final de Fevereiro, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo.

Tudo isto se deve ao conflito no Médio Oriente. No entanto, mesmo que este termine amanhã, os efeitos no sector da aviação prolongar-se-iam durante algum tempo.

A conselheira especial do secretário-geral da UN Tourism e especialista em aviação Anita Mendiratta disse à Euronews que “o combustível de aviação não pode ser armazenado em grandes quantidades nos aeroportos, e o sistema depende de entregas contínuas através de refinarias e oleodutos. Isso significa que mesmo interrupções curtas podem criar rapidamente desafios operacionais, sobretudo nos grandes aeroportos”.

À data de publicação deste artigo, a United Airlines anunciou um corte de 5% nos voos previstos; a Air New Zealand está a reduzir a capacidade em 5% e cancelou cerca de 1100 voos até Maio; e a SAS, companhia escandinava, também cancelou mil voos este mês.

Quanto ao impacto nos preços, a Cathay Pacific aumentou tarifas em todas as rotas, a Air Asia e a Qantas introduziram sobretaxas temporárias e a Thai Airways prevê aumentos entre 10% e 15%.

Os custos operacionais mais elevados resultam também do facto de os aviões estarem a evitar certos corredores aéreos no Médio Oriente, o que tem impacto directo no preço dos bilhetes.

Deve esperar antes de marcar férias?

Segundo Mendiratta, os dados mostram que as pessoas continuam com vontade de viajar este Verão, mas a forma como o fazem está a mudar. A realidade é que os preços mais altos e a redução de voos estão a levar muitos viajantes a procurar destinos mais próximos ou opções mais flexíveis.

Reservar com a maior antecedência possível, garantindo protecções ou opções flexíveis e reembolsáveis, poderá ser a melhor forma de assegurar a viagem. Um porta-voz da Booking.com recomenda também activar alertas para acompanhar variações nos preços dos voos.

Alternativas para viajar este Verão

Felizmente, voar não é a única forma de viajar. Uma das grandes vantagens de viajar na Europa é a rede ferroviária extensa e fiável.

O conselho? Aproveitar para olhar para destinos menos óbvios no continente. Há vários guias com sugestões de lugares subvalorizados, escapadinhas urbanas, paisagens naturais e actividades de Verão fora dos circuitos mais turísticos, todos acessíveis por via terrestre.

🌞 Leia o guia prático da Time Out para viajar sem voar este ano.

✈️ Mais viagens: guias e notícias para as melhores escapadinhas

📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn

Últimas notícias
    Publicidade