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Câmara vai passar a recolher sacos junto a ecopontos e ajudar a varrer, deservar e lavar ruas. Recolha seis dias virá quando existirem mais trabalhadores e material.

Foi o primeiro ponto da campanha eleitoral de Carlos Moedas nas eleições autárquicas de 2025 e um dos principais alvos de crítica em relação ao mandato anterior do presidente da Câmara de Lisboa. A gestão da higiene urbana seria, no programa eleitoral, alvo de grandes mudanças, nomeadamente através da retirada de competências neste tema às juntas de freguesia e da recolha de lixo seis vezes por semana.
Agora, o município fala em "reajustar" o modelo actual e define 2026 como "um ano de transição", noticia o jornal Público. Ao mesmo tempo e ao contrário do que se previa, as juntas de freguesia manterão quase todas as tarefas. O que muda é que a Câmara passará a ser responsável pela recolha de sacos do lixo junto aos ecopontos (numa fase inicial, este ano, ainda serão as juntas a fazê-lo) e pela colaboração em acções como a varredura, a deservagem e a lavagem das ruas. Quanto à frequência da recolha do lixo, que é actualmente de três vezes por semana, a autarquia refere que pretende avançar de forma progressiva para uma métrica de seis dias, de forma progressiva, em cada vez mais zonas da cidade. Mas, antes, é preciso contratar mais profissionais e adquirir mais material.
A divisão de competências na recolha do lixo entre a Câmara e as juntas de freguesia foi várias vezes alvo de críticas da parte de Moedas, que responsabiliza a governação socialista por uma reforma administrativa errada em 2014. “Esses problemas têm uma causa e não começaram em 2021. Foram criados antes, quando se fez a descentralização das competências da câmara para as freguesias”, afirmou na apresentação do programa eleitoral, no ano passado. Já na tomada de posse, em Novembro, prometeu “fazer a reforma da higiene urbana da cidade", especificando que iria "propor o fim da delegação de competências entre a Câmara e as juntas de freguesia na limpeza e recolha dos ecopontos”.
Nos próximos meses, devem ser lançados os procedimentos para a compra de dez camiões e para a contratação de 300 cantoneiros e de 30 motoristas, medidas que fazem prever que “progressivamente exista um aumento da periodicidade de circuitos de recolha, com um número crescente de zonas da cidade a disporem da periodicidade de seis dias por semana”.
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