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A Solfa de Zé é um clube-orquestra, que culminará na criação colectiva de uma pequena ópera bordaliana. As inscrições já estão abertas.

O universo mordaz e provocador de Bordalo vai servir de ponto de partida para a criação musical. É essa a proposta de A Solfa de Zé, o novo clube-orquestra do Museu Bordalo Pinheiro. Aberto a todos, independentemente da experiência (não, não tem de saber tocar um instrumento), propõe um percurso de capacitação através da escuta, crítica e composição. No total, são 12 sessões e uma apresentação final, com a estreia de uma pequena ópera bordaliana.
“O Museu já teve outros clubes, mas até agora ninguém tinha trabalhado sobre a riqueza musical que existe dentro da obra de Bordalo, então foi-me feito o convite e foi decidido que o clube funcionaria ao longo de três meses”, revela-nos o músico e mediador cultural Tomás Longo, que será responsável pela formação e garante que “não há qualquer pré-requisito musical”. “A ideia é trabalhar um conjunto de técnicas, nomeadamente técnicas que são normalmente musicais, mas que são utilizadas de uma maneira mais universal, como soundpainting e soundscape.”
Não sabe o que é soundpainting, soundscape nem partituras gráficas? Não se preocupe, porque o objectivo é aprender diferentes formas de interpretar o mundo através do som. “Os participantes podem ser só curiosos, quererem descobrir mais sobre a obra do Bordalo e explorá-la de outra forma.” Mas, para aguçar a curiosidade, fique já a saber que o soundpainting, criado por Walter Thompson, é uma linguagem gestual multidisciplinar e universal de composição ao vivo para músicos, actores, bailarinos e artistas visuais.
Pensado para jovens e adultos maiores de 16 anos, o clube – que arranca a 5 de Novembro e se prolonga até 4 de Fevereiro do próximo ano – começa com quatro sessões de capacitação no primeiro mês. Seguem-se mais quatro, mas já dedicadas à autonomização dos participantes, que serão desafiados a apresentar criações individuais ou em grupo com base nas técnicas desenvolvidas. Já as últimas quatro aulas vão servir para a criação da ópera bordaliana propriamente dita.
“Tudo o que nos torne mais sensíveis ao nosso redor e nos ajude a comunicar uns com os outros, e a trabalhar artisticamente, humanamente e socialmente uns com os outros, que é o que retiro da obra do Bordalo, é importante, e é essa a minha maior expectativa para este clube”, partilha Tomás Longo. “A mediação cultural, se for feita de uma forma estruturada, é efectivamente uma prática bastante sustentável de comunicação e aproximação a públicos. No fundo, é uma longa conversa que poderá depois continuar sem que eu precise de estar envolvido.”
Os encontros do clube acontecem sempre à quarta-feira, entre as 18.00 e as 20.30, e as inscrições já estão abertas (65€) – basta enviar um e-mail (bilheteira@museubordalopinheiro.pt) ou telefonar (215 818 544). Mas, atenção, há um limite de 12 participantes.
O formador, Tomás Longo, estudou percussão no Conservatório Regional de Castelo Branco e vibrafone em Lisboa, na Escola de Jazz Luiz Villa-Boas e na Escola Superior de Música. Nos últimos anos, o seu trabalho de mediação cultural focou-se sobretudo nos públicos infanto-juvenis, tendo colaborado com a Fábrica das Artes do CCB, o Colégio Internacional Cesário Verde e o LU.CA – Teatro Luís de Camões. Actualmente, é colaborador da Fundação José Saramago e da Associação Tanque.
Museu Bordalo Pinheiro. 5 Nov-4 Fev 2026, Qua 18.00-20.30. 65€
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