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Na Amadora, o cinema em língua portuguesa dá esperança ao presente

Durante quatro dias, o Cine Amadora une cinema, música e comunidade, numa mostra internacional com filmes inéditos em Portugal, concertos e workshops.

Hugo Geada
Escrito por
Hugo Geada
Jornalista
Males
António Pitanga | Males
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Os Recreios da Amadora acolhem a partir desta quinta-feira, 5 de Março, e até domingo, dia 8, o Cine Amadora, uma mostra internacional dedicada ao cinema em língua portuguesa que pretende “consolidar o concelho como território de criação contemporânea, pensamento crítico e encontro intergeracional”, segundo a organização. A programação foi pensada para mostrar uma esperança no presente através do cinema. As sessões são de entrada livre.

A edição de 2026 apresenta várias obras inéditas em Portugal, “reafirmando a vitalidade do cinema da lusofonia contemporânea”, lê-se em comunicado. Entre os destaques encontram-se Malês, de Antonio Pitanga, sobre a Revolta dos Malês; Wansati – As Flores do Mundo, de Alessio Garlaschelli, sobre a emancipação feminina em Moçambique; Palco – Cama, de Jura Capela, sobre o actor e dramaturgo brasileiro José Celso Martinez Corrêa; e Perto do Sol é Mais Claro, de Regis Faria, sobre o envelhecimento e a reinvenção pessoal. O Cine Amadora inclui ainda uma homenagem a Basil da Cunha, realizador com forte ligação à Amadora, com a exibição da curta-metragem 2720, seguida de conversa pública sobre os seus processos de trabalho com não-actores e comunidades locais.

A música assume particular relevância nesta edição. A mostra recebe o concerto KNOT3, que junta Selma Uamusse e Toni Fortuna, nomes destacados na música portuguesa contemporânea. Noiserv estará igualmente presente para a exibição da curta Happier, Happier, Happier, seguida de uma conversa. O encerramento será marcado por um cine-concerto especial: Os Faroleiros (1922), acompanhado ao vivo por Tó Trips e pela violoncelista Helena Espvall.

O Cine Amadora reforça ainda a sua vertente formativa com sessões escolares, sessões seniores, curtas para famílias, workshops especializados e a iniciativa IGAC Vai à Escola, uma formação de públicos e valorização do cinema enquanto experiência colectiva.

Inspirada no pensamento do educador e filósofo brasileiro Paulo Freire, o Cine Amadora adopta o verbo “esperançar” como gesto activo de transformação colectiva, entendendo-o não como expectativa passiva, mas como construção consciente de futuro.

Av. Santos Mattos, 2 (Amadora). 5-8 Mar (Qua-Dom) Vários Horários. Entrada livre

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