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Na primeira loja Veja do país, cabe tudo e mais um par de ténis

São 800 metros quadrados e o primeiro espaço da marca francesa em Portugal. Para a Rua da Boavista, a Veja trouxe todas as colecções, serviço de reparações, outlet e um recreio para crianças.

Mauro Gonçalves
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Mauro Gonçalves
Editor Executivo, Time Out Lisboa
Veja
Rita Chantre | Veja
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Uma antiga garagem da Rua da Boavista transformou-se numa espécie de paraíso dos ténis. Pelo menos, para os seguidores da Veja. A marca francesa abriu, este Verão, o primeiro espaço em solo português e chegou em grande – literalmente. Com 800 metros quadrados, superou a mega loja de São Paulo, no Brasil, e é hoje a maior Veja do mundo.

Espaço não falta, de facto. A loja é suficientemente ampla para, logo à entrada, oferecer uma visão total. Feitas com blocos de cimento, as mesas de exposição só reforçam a intenção minimalista e formam pequenas ilhas, usadas para delimitar linhas e colecções. Ao centro, a luz entra através das clarabóias e ilumina os modelos mais clássicos – os Volley, os primeiros a serem lançados, já há mais de 20 anos, os emblemáticos Campo, lançados em 2019, e os V-10, lançados para assinalar o 10.º aniversário da marca.

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Mais recentemente, a Veja lançou os Cateyes, ténis esguios, para já disponíveis em quatro cores – incluindo prateado. Outro modelo em destaque é o Jitsu, que facilmente se distingue dos restantes ténis pela biqueira larga. Numa mega loja como esta, há espaço de sobra para expor modelos menos conhecidos, nomeadamente as sandálias e chinelos Etna e Arpoador.

Também a linha de corrida ganha espaço aqui – os Condor 3 multiplicam-se por cores e padrões, à medida que o segmento vai aumentando em expressão dentro da Veja. Em Setembro, é lançado um novo modelo de corrida, com chegada imediata à loja de Lisboa. Os aficcionados da corrida contam ainda com a possibilidade de experimentar estes ténis. Não precisam de fazer um sprint à volta do quarteirão: há uma passadeira onde podem dar uma corrida sem sair da loja.

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A Veja segue ainda alinhada com valores de sustentabilidade. Materiais eco-friendly como a borracha natural da Amazónia, o algodão orgânico e as fibras sintéticas recicladas encabeçam a cadeia de produção, que continua a ser feita entre Brasil e Portugal. A longevidade do produto é outra prioridade. A loja inclui uma pequena oficina de reparação e limpeza para os clientes que pretendam prolongar a vida útil dos seus Veja – os serviços têm um preçário próprio e fica disponível a partir de Setembro.

Seguindo uma outra regra de ouro – a do desperdício zero –, a loja inclui uma secção de outlet, com modelos antigos, e uma outra exclusivamente dedicada a protótipos, ténis que nunca chegaram a ser produzidos para venda, mas que mesmo assim não vão para o lixo.

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Quem certamente também aprovará uma ida às compras na Veja são os mais pequenos (que também têm uma secção de ténis dedicada, claro). A loja reserva uma área generosa para o divertimento infantil. A grande atracção? Uma estrutura modular da dinamarquesa MODU (também à venda na loja). Tijolo a tijolo, a imaginação é o limite. Já os adultos, perdidos no paraíso dos ténis, poderão ter de lidar com outro tipo de limitações.

Rua da Boavista, 81 (Cais do Sodré). Seg-Sáb 11.00-20.00, Dom 11.00-19.00

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