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Envolvido no maior segredo, ‘O Dia da Revelação’, o novo filme de Steven Spielberg, especula sobre a existência de vida alienígena no universo, e sobre o impacto que isto poderá ter na humanidade. Estreia a 11 de Junho.

Passaram 49 anos sobre a estreia de Encontros Imediatos do Terceiro Grau, e 42 sobre a de E.T. – O Extraterrestre, e Steven Spielberg acredita, mais do que nunca, em ovnis e em extraterrestres. E volta a usá-los como matéria narrativa em O Dia da Revelação, a sua nova superprodução de ficção científica, que se estreia no dia 11 de Junho. Um filme com argumento do veterano David Koepp, seu colaborador de longa data (recordemos Parque Jurássico, A Guerra dos Mundos ou Indiana Jones e o Marcador do Destino), assente numa história escrita pelo realizador. E para o qual Koepp escreveu 42 rascunhos, o que constitui um recorde na sua já longa carreira de guionista.
Numa entrevista dada ao número de Junho da revista francesa Première, Steven Spielberg disse, com toda a clareza: “Eu acredito [na vida extraterrestres]. Acredito mesmo. Nunca vi nenhum OVNI nem nenhum UAP (Unidentified Aerial Phenomenon), mesmo que tenha sempre sonhado com isso. Aliás, sempre achei bastante injusto que a pessoa que realizou Encontros Imediatos do Terceiro Grau e E.T. nunca tenha tido a oportunidade de ter um encontro do primeiro tipo digno desse nome! [Risos.] Dito isto, provas circunstanciais, elementos aos quais toda a gente tem hoje acesso, permitem-me dizer que pelo menos há 80 anos, fomos descobertos por uma espécie de um outro mundo, uma inteligência não-humana que interage connosco desde então nos ares e sob os mares”.
O realizador acrescentou ainda que em O Dia da Revelação, tudo é “especulação científica”, que as personagens “são ficcionais” e que os acontecimentos descritos são “inventados”. Mas que está tudo ao serviço de “uma verdade” que, segundo Steven Spielberg, se baseia “em algo de bem real”. O filme é, assim, a representação ficcional das convicções do realizador de Tubarão sobre o fenómeno dos ovnis e da existência de vida alienígena que dispõe de tecnologias muito desenvolvidas, e cujas visitas ao nosso planeta serão regulares. E o slogan que se lê nos cartazes de O Dia da Revelação é bem eloquente : “Merecemos saber”.
Pouco se sabe sobre o enredo da fita, que tem sido mantido em segredo, mas falando à revista inglesa Empire, Emily Blunt, que interpreta um dos papéis principais, o de Margaret Fairchild, uma jornalista reconvertida em apresentadora da meteorologia de um canal de televisão de Kansas City, e que protagoniza um estranho episódio em directo, disse que “O Dia da Revelação responde a perguntas postas por Encontros Imediatos do Terceiro Grau”. Margaret vai então ser precipitada num enredo que envolve o governo dos EUA, apostado em “manter secreto o maior segredo do cosmos”, bem como uma empresa, a Wardex, contratada pelas autoridades estatais para garantir que isso aconteça.
Considerada em Hollywood como “a superprodução mais secreta do Verão de 2026” (nem o valor do orçamento foi divulgado, podendo andar pelos 200 milhões de dólares, segundo adiantam alguns), e com quase duas horas e meia de duração, O Dia da Revelação especula, assim, sobre as repercussões da revelação de que a humanidade não está sozinha no universo. Além de Emily Blunt, o elenco da fita inclui ainda Josh O’Connor no papel de um jovem perito em cibersegurança que sabe algo que pouco mais pessoas sabem, Colin Firth no director da referida Wardex, e Colman Domingo num “dissidente” desta empresa, que defende que o que ela oculta deve ser revelado na praça pública. O grande John Williams é o compositor da banda sonora de O Dia da Revelação, marcando a sua 30.ª colaboração com Steven Spielberg. E tudo será revelado a 11 de Junho.
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