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O melhor de 40 anos de fotojornalismo leva-nos à queda do regime e aos incêndios de Pedrógão

Esta sexta-feira, dia 12 de Dezembro, a Casa da Imprensa inaugura uma exposição com todos os trabalhos vencedores dos Prémios Gazeta, de 1984 até hoje. São 100 fotografias de 26 autores portugueses.

Rute Barbedo
Escrito por
Rute Barbedo
Jornalista
Pedrógão, 2017
Adriano Miranda | Pedrógão, 2017
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1984 e 1985: Carlos Gil. 1987: Corrêa dos Santos. 1988: Álvaro Geraldo. Os nomes continuam até António Pedro Santos, que ganhou o Prémio Gazeta de Fotografia em 2024. Com eles, um total de 100 fotografias de 26 autores vão compor a exposição "40 Anos de Fotojornalismo – Prémios Gazeta", que inaugura esta sexta-feira, 12 de Dezembro, na Casa da Imprensa. "O melhor do fotojornalismo português pode ser visto nesta celebração dos 40 anos dos Prémios Gazeta Fotografia. A exposição reúne todos os trabalhos vencedores na categoria de Fotografia e é um registo único da evolução do fotojornalismo português desde 1984 até hoje", detalha o comunicado de imprensa da associação CC11, que organiza a mostra com o Clube de Jornalistas.

Criados em 1984, os Prémios Gazeta distinguem todos os anos o que de melhor se faz nas várias áreas do jornalismo e são o mais prestigiado prémio nacional neste âmbito. No ano em que a Casa da Imprensa comemora um século de existência, a exposição retrospectiva é também uma acção com vista a "valorizar e preservar um património essencial da história do fotojornalismo em Portugal".

Sede da PIDE/DGS, 1974
Eduardo GageiroSede da PIDE/DGS, 1974
“Sozinho com a pátria às costas", 25 de Abril de 2020
José Sena Goulão“Sozinho com a pátria às costas", 25 de Abril de 2020

Entre as imagens estarão momentos marcantes como os trágicos incêndios de Pedrógão Grande, fotografados por Adriano Miranda em 2017 e que resultaram em 66 mortos e 253 feridos, além da destruição de várias habitações e de muito património natural; a queda da ditadura, simbolizada pela célebre fotografia de Eduardo Gageiro do retrato de Salazar sendo retirado da sede da PIDE/DGS, em 1974; o incêndio no Festival Andanças, captado por Enric Vives-Rubio em 2016; ou os primeiros dias de guerra na Ucrânia, acompanhados por João Porfírio, em 2022.

Rua da Horta Seca, 20 (Chiado). Até 13 Fev. Seg-Sex 10:00-18:00. Entrada livre

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