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A Intrepid Travel acaba de lançar a Not Hot List, revelando alguns dos melhores e mais silenciosos locais a visitar no próximo ano.

Todos os dias, em Roma, 30 mil pessoas inundam as imediações da Fonte de Trevi. São pessoas suficientes para encher a O2 Arena de Londres até à sua capacidade máxima – e ocupar metade de outra.
Não é preciso dizer que este nível de excesso de turismo se tornou insustentável, quer para turistas quer para os locais. As cidades de Paris, Barcelona e Amesterdão enfrentam todas o mesmo problema. Toda a gente parece estar a dirigir-se aos mesmos locais, e simplesmente não há espaço suficiente.
A Not Hot List pode dar ajuda. Todos os anos, a Intrepid Travel compila uma lista de alguns dos destinos de viagem mais subestimados, prometendo um charme único com o mínimo de multidões. Cada local precisa de cumprir três critérios: baixo turismo, preparação para receber viajantes e novidades (o que significa novas iniciativas, infra-estruturas ou eventos que realcem o apelo do destino).
Então, o que está na lista este ano? Em primeiro lugar, a Reserva Nacional de Samburu, no Quénia, uma vasta área verde de vida selvagem da África Oriental que atrai apenas 30 mil a 40 mil visitantes por ano. A ideia é dispersar o turismo de outros locais quenianos, como a Reserva Nacional de Maasai Mara, que recebe actualmente cerca de 300 mil visitantes por ano. No outro lado do país, os elefantes, leopardos e chitas de Samburu passam largamente despercebidos.
De facto, Samburu tem os seus próprios “cinco especiais” no que toca a vida selvagem, que por ali é singularmente populosa: a girafa-reticulada, a zebra-de-grevy, a avestruz-somali, o órix-da-áfrica-oriental e o antílope de pescoço longo conhecido como gerenuk.
Mestia, na Geórgia, também figura na lista pela sua paisagem inigualável. Uma das alegrias de fazer caminhadas é sentir que se é a única pessoa em quilómetros, e nas montanhas de Mestia, é bem possível que seja. Esta pequena vila montanhosa recebe menos de 100 mil visitantes por ano – compare isso com os Alpes, que recebem 120 milhões de turistas anualmente. Com novas infra-estruturas e um aeroporto a caminho, Mestia está prestes a estabelecer-se como um hotspot turístico, por isso não se deixe ficar para trás.
As Terras Altas do Norte da Jordânia mostram um lado mais verde de um país conhecido principalmente por desertos e cidades de arenito. Com uma variedade de casas de hóspedes de propriedade local e iniciativas de turismo comunitário, estas reservas montanhosas enfatizam o sustento das comunidades rurais, tudo isto enquanto criam uma experiência jordana verdadeiramente autêntica e única.
Na lista há ainda uma tranquila ilha grega que alberga focas-monges em vias de extinção, um destino no Sudeste Asiático muito fora da rota dos mochileiros, e uma das duas próximas cidades a ostentar o título de capital europeia da cultura da Europa: Liepāja. (A outra é um destino que conhecemos bem: Évora. Mas não está na lista.)
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