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Desde proibições totais de Airbnb até à expulsão de navios de cruzeiro, estes são os locais de férias que estão a travar a guerra contra o excesso de turismo.

Se a sua última escapadinha urbana lhe pareceu como estar num elevador cheio, não está sozinho. Na sequência de um apelo urgente do Conselho Mundial de Viagens e Turismo no Verão passado, os pólos mais sobrecarregados da Europa estão a travar uma guerra contra o excesso de turismo.
A dura verdade é que estamos todos a visitar os mesmos lugares, com 80% dos turistas globais a lutar actualmente por espaço nos exactos mesmos 10% de destinos. Com as viagens internacionais a dispararem 5% para ultrapassar a marca de 1,1 mil milhões, muitas das cidades da Europa estão finalmente a dizer “basta”.
De acordo com a Travel Green List da revista Wanderlust, estes são os lugares que estão a reescrever as regras das férias para resgatar os seus bairros.
Depois de os habitantes terem saído à rua em Barcelona para protestar contra os custos exorbitantes da habitação, o presidente da câmara da cidade lançou uma bomba no mercado de férias, tendo como objectivo proibir todos os alojamentos de curta duração até 2028. Planeiam retirar as licenças a mais de 10 mil apartamentos estilo Airbnb, tentando resgatar um mercado imobiliário onde as rendas dispararam uns brutais 68%.
Na sequência da sua campanha de 2023 a dizer aos turistas arruaceiros para se manterem afastados, Amesterdão está agora a apertar o cerco a hotéis e navios de cruzeiro. A cidade está a operar um congelamento hoteleiro, que só permite a abertura de um novo hotel se outro fechar, e impôs um limite de 100 escalas de navios de cruzeiro por ano e uma taxa de 15 euros aos excursionistas de um dia. O objectivo final sem rodeios? Expulsar totalmente os navios de cruzeiro do centro da cidade até 2035.
E se alguma vez esteve na Lagoa Azul, na Ilha de Comino, em Malta, sabe que costumava ser um pesadelo de selfie sticks ombro a ombro. Para resolver a sobrelotação da praia, Malta introduziu um sistema de reservas online. Os visitantes têm agora de agarrar uma vaga de manhã, de tarde ou ao fim do dia, limitando as multidões a quatro mil pessoas de cada vez. Os números de multidões no pico caíram instantaneamente de uns sufocantes 12 mil para uns desafogados 3830.
Eis os cinco pontos quentes europeus que entraram para a lista verde e implementaram políticas de emergência de controlo de multidões para resgatar as suas ruas:
Curioso para ver quem mais está a tentar salvar o planeta dos nossos planos colectivos de férias? Leia a lista completa Travel Green List 2026 da Wanderlust.
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