[category]
[title]
É um dos maiores espectáculos naturais do início do Verão: as luzinhas mágicas já começam a ver-se depois do pôr-do-sol, nos bosques e lagoas de Sintra e Mafra.

É um dos fenómenos naturais mais aguardados do ano e costuma acontecer entre o final de Maio e o mês de Junho. Falamos do ritual de acasalamento de pirilampos, que são mais activos à noite, especialmente quando as temperaturas são mais amenas. E já há passeios pela natureza para os ver.
A bioluminescência – diga devagar para não enrolar a língua – é causada pela presença de uma enzima chamada luciferase que, em contacto com o oxigénio, transforma energia química em energia luminosa. Em geral são as fêmeas que emitem luz durante o período de acasalamento, mas também se observa o fenómeno em larvas e, em algumas espécies, em machos. Há 2000 espécies de pirilampos no planeta – Portugal contribui com dez identificadas, incluindo o pirilampo-ibérico (Lampyris iberica) e o pirilampo-comum (Lampyris noctiluca).
Não é comum ver pirilampos na cidade porque são insectos que fogem da excessiva luminosidade urbana, a dita poluição luminosa. Por outro lado, também já há muitos perigos no campo: os pesticidas, que reduzem drasticamente os caracóis e lesmas de que as larvas de pirilampo se alimentam, inoculando-lhes um veneno que os paralisa, e a destruição dos seus habitats, charcas e bosques.
Perto de Lisboa, há vários locais onde ver pirilampos e passeios organizados para os observar. A Tapada de Mafra, a Parques de Sintra e o Parque Florestal de Monsanto costumam anunciar pelo menos uma data anualmente. Há ainda várias empresas de caminhadas na natureza que costumam assinalar a data. É o caso da Lynx Travel, que já programou uma actividade para o próximo dia 23 de Maio.
Partindo do Convento dos Capuchos, por volta das 21.00, o guia José Dias Pereira convida-nos a percorrer trilhos ancestrais, para “descobrir, passo a passo, o misticismo da Serra de Sintra”, através por exemplo da floresta primitiva ou da anta de “Tholos do Monge”, uma sepultura colectiva no período Calcolítico (2500/1500 a.C.) e reutilizada na Idade do Bronze (1800/800 a.C.).
As inscrições já estão abertas e custam 10€ por pessoa – 5€ para crianças dos seis aos 12 anos. Mas não se esqueça: vai precisar de botas de caminhada ou calçado confortável para exterior, bem como água, reforço alimentar e, se lhe apetecer aproveitar para documentar o passeio e o ritual dos pirilampos, uma máquina fotográfica.
Discover Time Out original video