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Ouviu as sirenes de alerta de tsunami durante o simulacro? Câmara admite necessidade de melhorias

No exercício LisbonWave26, a 24 de Março, o município testou o som das sirenes "como se se tratasse de uma situação real", mas muitos não as ouviram na zona ribeirinha.

Rute Barbedo
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Rute Barbedo
Jornalista
Terreiro do Paço
Francisco Romão Pereira | Terreiro do Paço
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As sirenes do sistema de alerta de tsunami, instaladas na Praça do Império (Belém), Ribeira das Naus (Baixa), Passeio Carlos do Carmo (Belém) e Doca de Alcântara (Alcântara), tocaram várias vezes, entre as 10.30 e as 12.00 de 24 de Março, uma terça-feira. Talvez quem estivesse mesmo ao lado, e no exterior, tenha ouvido o alerta, que era parte do exercício e simulacro LisbonWave26. Mas no interior dos edifícios e a menos de 500 metros de distância dos emissores, a vida continuou na sua normalidade.

"Na sequência do exercício LisbonWave 26, a Câmara Municipal de Lisboa está a preparar medidas que possam amplificar e melhorar a audibilidade do sistema de alerta de tsunami da cidade", reconhece a autarquia, em resposta às questões da Time Out sobre a fiabilidade do sistema montado na cidade. "O exercício realizado no dia 24 de Março – Lisbonwave26 – testou o som das sirenes como se se tratasse de uma situação real. Um dos objectivos do simulacro foi precisamente testar a audibilidade do sistema de alerta, o que nos permitiu identificar alguns aspetos de melhoria", explica a Câmara.

Actualmente, há quatro sirenes de aviso de tsunami instaladas em Lisboa, mas o projecto contempla a instalação de mais seis torres, "prevendo a expansão do sistema para a zona ribeirinha oriental da cidade, até à freguesia do Parque das Nações". Os locais exactos onde as novas sirenes serão instaladas "ainda estão em estudo". Da mesma forma, serão adicionados mais locais ao mapa de pontos de encontro de tsunami (localizados acima da zona limite da área potencialmente inundada por tsunami e a partir de onde os cidadãos estão seguros).

A autarquia esclarece, ainda, que "os pontos de encontro de tsunami não devem ser confundidos com os 86 pontos de encontro de emergência da cidade", para os quais a população se deve dirigir nos casos de qualquer tipo de acidente grave ou catástrofe, como sismos, tsunami, acidentes aéreos, acidentes ferroviários, incêndios ou inundações. Nestas situações, "a população deve permanecer nos pontos de encontro de emergência e ali aguardar por ajuda dos agentes de protecção civil (polícia, bombeiros, INEM, etc.) e de entidades com dever de colaboração (juntas de freguesia, serviços municipais, Cruz Vermelha Portuguesa, Santa Casa da Misericórdia, entre outras) até que seja possível o seu encaminhamento para uma Zona de Concentração e Apoio à População (ZACP)".

Paralelamente, o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil de Lisboa, aprovado em 2019, está a ser revisto, ao mesmo tempo que algumas juntas de freguesia estão a elaborar ou a lançar os seus planos locais de emergência (Arroios, Alcântara, Alvalade, Avenidas Novas ou Olivais já os têm). Na visão da Câmara de Lisboa, estes planos "são importantes para aumentar a preparação e o reforço da capacidade de resposta da cidade em cenários de acidente grave ou catástrofe".

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