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Espaço funciona como padaria desde o início do século XX. Valor da renda e idade do gerente estarão entre causas de possível fecho.

A Padaria de São Roque, na esquina da Rua Dom Pedro V com a Rua da Rosa, Bairro Alto, poderá não passar de 2025, afirmou o gerente da pastelaria ao jornal Público. Com uma decoração Arte Nova no interior e a característica forma arredondada, tornou-se um grande ponto de atracção turística da cidade mas ainda se afirma como paradeiro de muitos locais, que ali procuram as torradas ou o pão-de-deus com manteiga.
Ao que o jornal apurou, com base nas declarações do gerente Manuel Laranjeira Torres, de 92 anos, o imóvel foi comprado recentemente pela Pensão Londres, que já ocupava o restante edifício. Somados o valor da renda paga pelo espaço à vontade do responsável da padaria em retirar-se da actividade, restarão poucos motivos para acreditar na continuidade desta Loja com História. "Estou muito inclinado para deixar isto. As negociações ainda estão a decorrer, mas, se calhar, vou ter de ceder", indicou ao Público o empresário, que também explora as padarias de São Roque em São José e no Poço dos Negros. "Se isto fechasse, custava muito, mas o que tem de ser, tem de ser", acrescentou Manuel Laranjeira Torres, sabendo que a padaria em causa "é conhecida mundialmente, do Japão à Rússia". "Até há quem peça para fazer filmagens aqui dentro."
Com o intuito de proteger, pelo menos, o património arquitectónico, a associação Fórum Cidadania Lx emitiu, em Novembro, um pedido de classificação do espaço, que considera representar não só um exemplo de "comércio tradicional, mas um fragmento vivo da história social, económica e artística de Lisboa".
Num dos painéis de azulejos da padaria pode ler-se, de forma bem definidora, "Catedral do Pão". Mas, para muitos, a Padaria da Patriarcal, como também é conhecida, é uma catedral do bairro.
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