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Lisboa, Barcelona e Madrid são as cidades da União Europeia onde os habitantes destinam maior percentagem do salário para pagar a habitação, mostra relatório do Conselho Europeu.

Portugal está entre os três países da União Europeia (UE) cujos preços das casas mais subiram na última década, com um registo de 147%, e Lisboa é a cidade onde os cidadãos têm de destinar maior percentagem do salário para a habitação. As conclusões são de um relatório divulgado esta quarta-feira, 22 de Outubro, pelo Conselho Europeu, com base em dados do Deutsche Bank.
De acordo com o documento Um tecto, muitas realidades: a complexa crise da habitação na Europa, que tomou como referência salários médios e valores de apartamentos no centro das principais cidades europeias, os cidadãos em Lisboa teriam de destinar 116% do salário para a habitação. Barcelona e Madrid completam o top 3 das cidades onde se verifica a mesma dificuldade, considerando o Conselho Europeu que o problema da habitação é transversal aos 27 países. Entre 2015 e o primeiro trimestre de 2025, mostra ainda o relatório, a média de preços aumentou 58,33% em toda a UE.
No mesmo dia, foram também conhecidos novos números do Instituto Nacional de Estatística (INE), que indicam um recorde no preço mediano da habitação em Portugal: 2065 euros por metro quadrado. O valor mais alto de sempre foi atingido no segundo trimestre deste ano, na sequência de uma subida de 18,95% em relação a igual período do ano passado. Lisboa mantém-se como o município mais caro do país, totalizando agora os 4525 euros por metro quadrado, mesmo estando os preços a aumentar de forma mais lenta. Alargando o horizonte para a Grande Lisboa (composta pelos municípios de Lisboa, Oeiras, Cascais, Sintra, Mafra, Amadora, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira), o valor do metro quadrado fixou-se nos 3403 euros.
Sabe-se ainda que, no período analisado, os cidadãos com domicílio fiscal no estrangeiro que compraram casa em Portugal pagaram valores quase 35% superiores aos dos compradores nacionais, percentagem que sobe para os 62% no quadro da Grande Lisboa.
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