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Por este canal do Palácio de Queluz passeava a realeza. Agora vai ser restaurado

O Canal dos Azulejos atravessa os jardins de Queluz. Com o seu restauro, será recriado o ambiente original do espaço. São 120 metros que vão receber, ainda, o famoso espelho de água.

Rute Barbedo
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Rute Barbedo
Jornalista
Peças do Canal dos Azulejos
DR/Parques de Sintra | Peças do Canal dos Azulejos
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O Canal dos Azulejos do Palácio Nacional de Queluz será alvo de restauro, voltando a ter o espelho de água que o caracterizava no século XVIII, informa a Parques de Sintra. Será uma forma de aproximar os visitantes "da atmosfera e das vivências da época em que a família real e a corte se passeavam de barco sobre as águas tranquilas (represadas por um sistema de comportas), apreciando as paisagens fantasiosas dos grandes painéis de azulejos", pode ler-se no comunicado.

Com uma extensão de 120 metros, acompanhando a Ribeira do Jamor, o canal atravessa os Jardins de Queluz, sendo as suas paredes laterais interiores decoradas com cerca de 50 mil azulejos, excluindo os do bloco central. Do projecto da Parques de Sintra em colaboração com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), "já foram concluídas as análises que permitiram caracterizar os materiais a utilizar e, durante o mês de Novembro, iniciar-se-á a aplicação das metodologias definidas, com o objectivo de devolver a grandiosidade e o brilho originais dos painéis".

Canal dos Azulejos
DR/Parques de SintraCanal dos Azulejos

O processo culmina com a reposição do espelho de água que ali existiu durante o século XVIII e "que antigamente se estendia ao longo de todo o canal, com a instalação de um sistema rebatível sob a ponte das comportas, possibilitando a formação de um lago temporário durante o Verão". O espelho será desactivado na época húmida, de forma a garantir a preservação do equilíbrio natural e do correcto escoamento das águas.

Canal dos Azulejos
DR/Parques de SintraCanal dos Azulejos

O Canal dos Azulejos constitui "a nota de maior originalidade no contexto do traçado dos jardins desta época", pode ler-se na mesma nota. Para João Sousa Rego, presidente do Conselho de Administração da Parques de Sintra, "é um testemunho vivo da arte, da engenharia e do património cultural português que importa preservar".

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