[category]
[title]
O maior festival de cinema queer português celebra quase três décadas com filmes de todos os continentes, estreias mundiais, nacionais e uma exposição de fotografia.

Com 104 filmes vindos dos quatro cantos do mundo, o Queer Lisboa está de volta ao Cinema São Jorge e à Cinemateca Portuguesa, de 19 a 27 de Setembro, com uma programação atenta ao que está a acontecer em todo o planeta. A 29ª edição do festival inclui produções que olham para o genocídio na Palestina, para a luta migrante na Europa e para a Igreja.
Entre longas, curtas e documentários, a selecção apresenta títulos consagrados em Sundance, Cannes, Berlim ou Locarno, ao lado de descobertas inéditas em Portugal. O programa divide-se pelas secções competitivas e não competitivas, cada uma com júris próprios. A competição de longas-metragens, com oito títulos, dá a ver filmes como Cactus Pears, vencedor de Sundance, um retrato intimista da amizade entre dois homens numa aldeia indiana, ou Lesbian Space Princess, animação de ficção científica premiada em Berlim. Na competição de documentários, oito obras apostam em retratos de pessoas e lugares, entre elas Ceci est mon corps, de Jérôme Clément-Wilz, sobre abusos sexuais na Igreja, e Tripoli/ A Tale of Three Cities, de Raed Rafei, sobre as tensões sociais no Líbano.
As curtas têm direito a duas competições distintas: a competição internacional, com 20 filmes, inclui a estreia lisboeta de Neko, de Inês Oliveira, único título português na secção; e a competição In My Shorts, dedicada a escolas de cinema europeias, com dez trabalhos, dos quais se destacam Icebergs, do português Carlos Pereira, e Rezbotanik, do brasileiro Pedro Gonçalves Ribeiro, rodado em Lisboa. Já a competição Queer Art, que reúne obras experimentais ou híbridas, vai de Holy Electricity, vencedor em Locarno, a Truth or Dare, sobre a cena sex-positive de Berlim.
Além da retrospetiva de Lionel Soukaz, realizada em colaboração com a Cinemateca, a programação integra o Queer Focus dedicado ao cinema trans, a nova secção Resistência Queer e o habitual Panorama, com títulos de realizadores como Ira Sachs, Esmir Filho ou Javier van de Couter. Duas sessões especiais marcam ainda o arranque e o encerramento do festival: Plainclothes, de Carmen Emmi, abre o evento, e Between Goodbyes, de Jota Mun, fecha-o. Pelo meio, haverá estreias de dois documentários portugueses – Esta Mulher É um Homem, de André Murraças e Flávio Gil, e O Meu Reino para um King, de Sónia Baptista e Raquel Melgue.
Fora das salas, a programação expande-se com debates e conversas, que cruzam cineastas, colectivos e activistas, e com uma exposição de fotografia, "Where Love Is Illegal", de Robin Hammond, que apresenta testemunhos de sobrevivência de pessoas perseguidas por leis que criminalizam identidades queer. E, porque também é preciso celebrar, o festival organiza festas no Purex Clube, transformado em bar oficial do evento, e uma noite na Casa do Comum.
Cinema São Jorge e Cinemateca Portuguesa (Avenida da Liberdade). 19-27 Set
📲 O (novo) TOL canal. Siga-nos no Whatsapp
Discover Time Out original video