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Seixal é palco de festival de teatro (e as peças são grátis)

A programação inclui oito peças, de companhias como Os Possessos, a Formiga Atómica ou os Artistas Unidos.

Raquel Dias da Silva
Escrito por
Raquel Dias da Silva
Jornalista, Time Out Lisboa
Artistas Unidos
© Jorge Gonçalves | Uma Solidão Demasiado Ruidosa, pelos Artistas Unidos
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O Festival de Teatro do Seixal realiza-se de 13 a 23 de Novembro, novamente de forma descentralizada, em diferentes espaços do concelho. A programação – que privilegia projectos de autores contemporâneos e artistas emergentes – inclui oito espectáculos, três dos quais com audiodescrição e tradução em Língua Gestual Portuguesa, que abordam temas da actualidade e, nalguns casos, textos de grande relevo histórico. A entrada é completamente gratuita.

“Esta é uma aposta clara na democratização do acesso à cultura, enquanto condição que aprimora a nossa vida em comunidade, nos faz questionar acerca de quem somos e nos aproxima dos outros. O conjunto de espectáculos em cartaz propõe ainda contribuir para uma reflexão profunda sobre o mundo em constante evolução, embora por vezes confuso, sendo necessário olhar para o passado para construir um futuro melhor”, diz o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva, citado em comunicado.

O festival arranca a 13 de Novembro, às 21.30, no Fórum Cultural do Seixal. Ao palco, sobem Os Possessos, com Burn Burn Burn, sobre um grupo de estranhos que, perante a ameaça do desaparecimento dos livros e da literatura, se junta para decorar textos. Segue-se, no dia 14, às 21.30, mas no Cinema São Vicente, Ode aos Meus Homens ou O Maior Silêncio do Mundo, pelo Teatro Bravo. Com texto e interpretação de Rafael Diaz Costa, parte da biografia ficcionada do autor para falar sobre a comunidade LGBTQIA+ e os direitos até agora conquistados.

Já no dia 15 de Novembro, às 17.00, poderá ver No Tempo Em Que Não Podia Voar, da companhia Lua Cheia, na Associação de Amigos do Pinhal do General. Trata-se de um espectáculo para a infância que aborda o pré e o pós-25 de Abril. No dia seguinte, 16 de Novembro, também às 17.00, mas no Fórum Cultural do Seixal, Artistas Unidos levam a palco Uma Solidão Demasiado Ruidosa, um monólogo barroco a partir do livro homónimo de Bohumil Hrabal, protagonizado por um homem solitário que prensa papel velho numa cave, enquanto pensa e filosofa sobre uma série de coisas.

A agenda inclui ainda a apresentação de Empregos Modernos, pelo teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser, no Fórum Cultural do Seixal (20 Nov, Qui 21.30); Gosto, Logo Existo, pela companhia Terceira Pessoa, na Escola Secundária de Amora (21 Nov, Sex 21.00); Somos Todas Baba Yaga, pela Sociedade das Primas, na Sociedade Filarmónica União Arrentelense (22 Nov, Sáb 21.30); e O Estado do Mundo (Quando Acordas), pela Formiga Atómica, no Fórum Cultural do Seixal (23 Nov, Dom 17.00).

Paralelamente, está prevista uma oficina de cartazes serigrafados, com impressão de desenho alusivo ao 25 de Abril, na Associação Amigos do Pinhal do General (15 Nov, Sáb 15.00); e um encontro “À Mesa com Poemas”, com Maria João Luís e Manuela Couto, nas instalações do Teatro da Terra – Torre da Marinha (22 Nov, Sáb 18.00).

Festival do Teatro de Seixal, vários locais. 13-23 Nov, vários horários. Entrada livre, mediante lotação da sala

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