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O habitat dos pinguins-de-magalhães esteve em obras durante dez meses. Agora já pode ver o timelapse da intervenção e, claro, voltar a vê-los ao vivo.

Se não deu pela falta dos pinguins, é porque há dez meses que não vai ao Oceanário. Bem sabemos que o que não falta são coisas para fazer na cidade, mas, caso esteja com vontade de matar saudades, fique a saber que já voltaram ao seu habitat, que esteve em obras e apresenta-se agora totalmente renovado.
A intervenção, que decorreu entre Novembro de 2024 e Agosto de 2025, marca a primeira grande reconstrução de um dos habitats originais do Oceanário de Lisboa, inaugurado para a Expo 98. Ao todo, foram precisas 136 pessoas, de 12 nacionalidades, de meia centena de entidades, das quais se destacam, por um lado, os arquitectos Ginette Castro e Michael Oleksak; e, por outro, 11 artistas, de seis nacionalidades, da JDC Faux Rock Creations e 16 técnicos da Homescapes, que trabalharam sob a coordenação artística de John Domane Carlson.
Transformado num “cenário imersivo”, que junta rochas, gelo, estalactites e um espaço para nadar com simulação de marés, o novo habitat acolhe 29 pinguins-de-magalhães e 12 andorinhas-do-mar-inca. Durante as obras de renovação, os animais estiveram numa instalação provisória, nas proximidades do Oceanário de Lisboa, que garante à Time Out Lisboa ter sido “construída para o efeito e adaptada às suas necessidades, de acordo com regras e directrizes definidas por instituições internacionais de referência, que asseguram o bem-estar animal”.
Aquando do seu regresso, os pinguins encontraram um habitat com maior superfície de água para nadar, quedas de água e ondulação, bem como ampliação e diferenciação de zonas terrestres (gelo, lama e vegetação) e maior número de espaços para nidificar. Genericamente mais amplo, permite também aos visitantes uma melhor visão, incluindo a partir do piso inferior, onde é possível acompanhar os mergulhos dos pinguins, lado a lado com tubarões e outras espécies marinhas.
“Este projecto foi pensado para garantir uma uniformidade com os territórios de origem destas espécies e proporcionar condições únicas não só para os pinguins e demais animais que aqui habitam, mas também para os visitantes e para quem aqui trabalha”, remata Hugo Batista. O director de biologia do Oceanário de Lisboa realça sobretudo a melhoria nos sistemas de suporte de vida, que também incluem as condições para a reprodução, que impactam o aumento e a estabilidade das colónias.
Oceanário de Lisboa, Doca dos Olivais, Parque das Nações. Seg-Dom 10.00-20.00. 15€-31€ (grátis até aos dois anos)
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