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Tacho: a app lisboeta que quer pôr ordem à mesa (e na carteira)

Entre 80€ a 120€ por mês. É o que Gonçalo Palrão promete ajudar a poupar com a sua aplicação de planeamento de refeições.

Raquel Dias da Silva
Escrito por
Raquel Dias da Silva
Jornalista, Time Out Lisboa
Mercados, Frescos, Mercado da Ribeira
©Inês Félix | Frescos no Mercado da Ribeira
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O que é que vai ser o almoço? E o jantar? E as refeições para a semana? Entre a falta de tempo, a indecisão e o cansaço, a resposta tende a ser improvisada e, muitas vezes, mais cara do que o previsto. Foi dessa rotina desorganizada, comum a tantas casas portuguesas, que nasceu o Tacho, uma aplicação de planeamento de refeições criada por Gonçalo Palrão, a partir de Lisboa. A ideia surgiu de uma frustração pessoal: compras feitas à pressa e a sensação, no fim do mês, de que o dinheiro tinha desaparecido em pequenas decisões acumuladas.

“Eu sou consultor de sustentabilidade na EY, mas sempre me interessei muito por empreendedorismo e tenho um bloco de notas com problemas que poderiam ser resolvidos de alguma forma. Quando comecei a sentir o impacto da falta de planeamento de refeições, sobretudo agora que está tudo cada vez mais caro, e é mesmo muito caro comer fora em Lisboa, decidi que era insustentável continuar assim”, conta-nos Gonçalo Palrão, que inicialmente desenvolveu a aplicação apenas como projecto pessoal. “Em conversa com familiares e amigos, percebi que é de facto um problema transversal.”

A proposta é simples e, na teoria, em três minutos temos tudo automatizado, do plano semanal à lista de compras. Basta indicar para quantas pessoas se cozinha, escolher as receitas ou pedir à app para planear, distribuir pelos dias da semana e ver a lista de compras a ser criada de forma optimizada, comparando os preços dos ingredientes no Pingo Doce e no Continente. No fundo, o Tacho é uma ferramenta de organização doméstica, mas tem inteligência artificial integrada e permite adaptar todas as sugestões ao ritmo de vida de cada um.

“Muitas vezes eu até sei o que quero fazer durante a semana, mas depois tenho dificuldade em planear as compras e, como acabo a almoçar fora mais uma vez, gasto dinheiro que poderia ter poupado – é algo que acontece a muitas outras pessoas, é esse o feedback que tenho. Portanto, no fundo, criei uma app que automatiza tudo”, explica Gonçalo, que destaca a possibilidade de escolher quatro tipos de mood para a semana – equilibrado (uma semana variada e completa), fit (mais proteína e vegetais), económico (máximo sabor, mínimo custo) ou tradicional (clássicos portugueses).

Tacho
DR

O plano inicial, gratuito, inclui o planeador semanal completo, com lista de compras automática e quatro receitas por semana, mas por uma mensalidade de 3,99€ ou 4,99€ tem-se acesso a ferramentas extra, como o repositório de receitas completo, com possibilidade de usar filtros de pesquisa. Segundo Gonçalo, o Tacho ajuda os utilizadores a poupar, em média, entre 80€ a 120€ por mês – com receitas pensadas para serem económicas, é possível, por exemplo, fazer cinco refeições por cerca de 28€. “A minha única ambição, neste momento, é ter pessoas a beneficiar de algo que criei. Só o facto de sentir que estou a ajudar, porque eu próprio precisava desta ajuda, já me deixa realizado.”

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