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Tame Impala em Portugal: o que esperar dos concertos em Lisboa e no Porto

Os australianos trazem uma mistura de psicadelismo com os grooves house do novo ‘Deadbeat’. Neste guia, damos-lhe a setlist provável para a Super Bock Arena e a Meo Arena.

Hugo Geada
Escrito por
Hugo Geada
Jornalista
Frontman of Tame Impala with guitar
Photograph: Wiki Commons
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A celebrar uma nova fase da carreira, os Tame Impala vão estrear-se em nome próprio em Portugal, com datas em dois dos maiores palcos do país: a 4 de Abril tocam na Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota, no Porto, e a 5 de Abril na MEO Arena, em Lisboa. Kevin Parker e companhia estão a apresentar Deadbeat, um disco onde exploram um som influenciado pela música house. Sabe o que esperar destes concertos? Aqui estão as respostas a todas as suas perguntas.

Quem são os Tame Impala?

Kevin Parker é o cérebro, o corpo e praticamente todas as mãos por trás dos Tame Impala. O projecto nasceu na Austrália e tornou-se uma das referências da música psicadélica moderna, com uma carreira que atravessa o rock, o pop e, mais recentemente, a electrónica. Ao vivo, apresenta-se como banda, mas em estúdio – apesar de em tempos ter sido um processo mais colaborativo – é um trabalho quase totalmente solitário.

Portanto, Tame Impala é só uma pessoa?

Sim. Em disco, Tame Impala é essencialmente Kevin Parker a fazer tudo: escreve, toca, produz e mistura. Ao vivo, junta-se a uma banda talentosa, partilhando diversos membros com os conterrâneos Pond, para transformar essas músicas em concertos de grande escala.

É verdade que o autor deste texto é igual ao Kevin Parker?

Agora nem tanto, mas se fosse o Kevin Parker de 2015...

Eles não faziam rock psicadélico?

Faziam. Os primeiros discos, nomeadamente Innerspeaker (2010) e Lonerism (2012), são marcadamente psicadélicos, com guitarras distorcidas e estruturas mais próximas do rock clássico. Tornaram-se especialmente influentes para o movimento neo-psicadélico e para o rock alternativo da década anterior. Mas, mesmo aí, já havia uma obsessão com groove e repetição rítmica que antecipava um som mais electrónico que começou a ser desenhado em Currents (2015).

Porque é que, agora, eles fazem música house?

O novo disco, Deadbeat, marca uma viragem clara. Inspirado na cultura “bush doof” e nas raves da Austrália Ocidental, com uma abordagem mais crua e espontânea, a ideia não é abandonar o passado, mas expandi-lo para um contexto mais dançável – aquilo a que o próprio projecto descreve como “club-psych”.

Então, mas este novo disco, Deadbeat, é fixe?

Depende de quem pergunta. O álbum dividiu crítica e público. Teve boas críticas em meios como o The Guardian, mas também recebeu avaliações mais frias em publicações como a Pitchfork. Se for um “purista” e continuar colado ao passado e a canções como “Sundown Syndrome” ou “Solitude Is Bliss”, este trabalho dificilmente será para si. Ainda assim, comercialmente o disco foi um sucesso e ao vivo parece ganhar outra dimensão – sobretudo nas faixas mais electrónicas, pensadas para pista de dança.

É suposto ser uma rave ou um concerto de rock?

Um pouco dos dois. Segundo a Consequence of Sound, o espectáculo “procura combinar os dois modos dominantes da banda: euforia pulsante e zonas psicadélicas enevoadas”. Há momentos que parecem um DJ set, outros que são puro rock de arena com lasers e confettis.

O que podemos ouvir neste concerto?

A digressão serve para apresentar Deadbeat, mas não esquece o passado. Espera-se uma mistura de temas novos como “Loser” ou “End of Summer” com clássicos como “The Less I Know The Better” ou “Feels Like We Only Go Backwards”.

Como têm sido os últimos concertos?

Depois da Deadbeat Tour, esta nova leva da digressão é a Spring Tour, que começa no Porto. Os primeiros concertos de apresentação deste novo disco mostram uma banda em transição. A Consequence of Sound descreve o espectáculo como um momento “numa encruzilhada”, dividido entre a energia de clube e o espectáculo de arena. Já a Billboard destaca que “o material de Deadbeat faz mais sentido ao vivo”, com o público a reagir de forma entusiástica tanto aos temas novos como aos clássicos. A produção é bastante ambiciosa com palcos no centro da sala, estruturas de luz circulares, lasers e uma forte componente visual. Há também momentos mais experimentais, como um mini DJ set a meio do concerto.

A que horas é o concerto?

As portas abrem às 18.00, o concerto está marcado para as 19.30. A primeira parte é da responsabilidade dos RIP Magic.

Ainda há bilhetes?

Ambos os concertos estão esgotados, mas pode procurar bilhetes em aplicações como o TicketSwap.

A setlist esperada na MEO Arena

Com base nos concertos mais recentes, é provável uma estrutura próxima desta:

  • Apocalypse Dreams
  • Dracula
  • Endors Toi
  • Loser
  • Breathe Deeper
  • Elephant
  • Feels Like We Only Go Backwards
  • Afterthought
  • My Old Ways

Momento DJ / B-stage:

  • No Reply
  • Ethereal Connection
  • Not My World

Final:

  • Let It Happen
  • Nangs
  • Obsolete
  • Alter Ego
  • Piece of Heaven
  • Eventually
  • New Person, Same Old Mistakes
  • Encore:
  • My Old Ways
  • The Less I Know the Better
  • End of Summer

MEO Arena, Rossio dos Olivais (Parque das Nações). 5 Abr (Dom) 19.30. 53€-86€

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