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Gosta da típica conversa de ocasião com o taxista? Temos pena, mas Tóquio é a próxima cidade a colocar robotáxis nas estradas.

Tóquio prepara-se para receber uma adição futurista à sua já famosa e eficiente rede de transportes. Para acompanhar os sistemas de comboio e metro – tão desconcertantemente pontuais que um atraso de 20 segundos é motivo para um pedido formal de desculpas –, a capital japonesa passará em breve a contar com táxis sem ninguém ao volante.
A Waymo, a empresa de condução autónoma que tem captado atenções pelos EUA nos últimos anos, anunciou planos para lançar um serviço de táxis 100% autónomo em Tóquio em 2027. Caso obtenha as autorizações necessárias, este será o primeiro serviço comercial de táxis totalmente autónomo nas estradas públicas do Japão, bem como a primeira expansão comercial da Waymo na Ásia.
Os robotáxis totalmente autónomos já se encontram em circulação nos Estados Unidos e na China, sobretudo através de serviços como a Waymo e a Cruise. No início deste mês, duas empresas receberam a luz verde da TfL para que Londres se juntasse ao grupo, embora ainda com a exigência de manter um condutor de segurança a bordo (o que anula um pouco o propósito).
A empresa está a unir forças com a aplicação de táxis japonesa GO e com a histórica operadora Nihon Kotsu para concretizar o projecto. O plano passa por arrancar com uma frota reduzida antes de expandir gradualmente para cerca de 100 veículos autónomos pelos principais bairros de Tóquio. Os passageiros poderão reservar as viaturas tanto através da aplicação da GO como da Waymo.
E é exactamente como soa – não haverá qualquer condutor humano no banco da frente. A Waymo assegura que o serviço será lançado sem motorista para o público em geral, embora o horizonte de 2027 continue pendente da aprovação regulamentar e da conclusão da validação de segurança.
Os carros não vão surgir propriamente do nada. A Waymo já testa a sua tecnologia nas estradas de Tóquio desde 2025, colaborando com motoristas da Nihon Kotsu para recolher dados de mapeamento e ensinar o seu sistema de condução autónoma a navegar pela cidade. Os ensaios abrangeram sete distritos de Tóquio, com os veículos a circularem pelas ruas estreitas, trânsito denso e condução à esquerda da capital.
As três empresas dividiram tarefas: a Waymo disponibiliza a tecnologia de condução autónoma, a plataforma operacional e os sistemas de gestão de veículos; a GO trata da integração com o sector dos táxis no Japão e cede a sua plataforma de reservas; e a Nihon Kotsu assume a responsabilidade pela frota e pela gestão operacional.
Para quem esteja a imaginar uma frota de carros futuristas a invadir subitamente toda a cidade, a implementação deverá ser gradual. O serviço inicial será relativamente modesto, expandindo-se depois até cerca de 100 veículos em bairros seleccionados.
Porquê Tóquio?
O Japão enfrenta o envelhecimento da população e a escassez de motoristas profissionais, um problema que afecta também o sector dos táxis. A Waymo e os parceiros locais destacam que os táxis autónomos podem ajudar a reforçar a rede de transportes do país à medida que a população activa encolhe.
Tóquio representa igualmente um teste interessante para a tecnologia de condução autónoma. As suas vias variam entre grandes artérias centrais repletas de tráfego e ruas residenciais extremamente estreitas, sem esquecer peões, ciclistas, veículos de entregas e os famosos cruzamentos complexos da cidade. No último ano, a Waymo dedicou-se a adaptar a sua tecnologia a estas condições, em vez de simplesmente transplantar para o Japão o serviço que opera nos EUA.
O objectivo é 2027, mas ainda não há uma data de lançamento confirmada.
O serviço necessita de obter as devidas licenças e autorizações nacionais e locais, enquanto a Waymo e os seus parceiros dão continuidade à validação técnica e do modelo de operação conjunta. O enquadramento regulamentar actual no Japão exige a presença de condutores humanos em veículos em circulação na via pública, o que significa que as empresas precisam das aprovações necessárias antes que um serviço comercial sem condutor possa arrancar.
Se tudo correr como previsto, Tóquio poderá ter em breve uma nova opção para regressar a casa após uma saída à noite, deslocar-se para uma reunião ou cruzar a cidade: bastará entrar no banco de trás, introduzir o destino numa aplicação e deixar o carro ao comando da viagem.
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