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Onde é que a vida corre melhor à escala global? Um novo índice com 63 destinos tem a resposta – e Portugal está no top 5.

O Mónaco é conhecido pelos iates, pelos casinos e por um Grande Prémio que ruge em pleno coração da cidade; agora, junta mais um título à colecção. Segundo um novo índice, o minúsculo enclave mediterrânico é o melhor sítio do mundo para viver.
O Nomad Lifestyle Index resulta de um estudo da Nomad Capitalist, consultora que ajuda clientes abastados a reduzir a sua carga fiscal e a obter segundos passaportes. Convém, por isso, olhar para esta lista com bastantes reservas (e/ou uma carteira bem recheada), já que foi pensada para quem tem muitos dígitos na conta bancária. A Nomad Capitalist não avaliou todos os territórios do mundo, tendo antes analisado 63 destinos com base no interesse do seu público.
Cada destino foi pontuado de 0 a 100 com base em cinco pilares fundamentais, valendo cada um um quinto da nota final: natureza e clima, impostos, facilidade de mudança e permanência legal, segurança e liberdade, e qualidade de vida e infra-estruturas.
O Mónaco arrecadou a pontuação mais elevada, com 73,89 em 100 pontos possíveis, obtendo um pleno de 100 na categoria de qualidade de vida e infra-estruturas – a única pontuação máxima registada em qualquer pilar do índice. Esta categoria avalia factores como a esperança média de vida ou as velocidades de banda larga e de rede móvel.
O principado somou ainda 89,7 em segurança e liberdade e 84 na vertente fiscal. A vitória, contudo, não foi linear em todas as frentes: no que toca à natureza e clima ficou-se pelos 44,6 pontos, enquanto em residência e acesso obteve 51,1, reflexo das vias limitadas para fixar residência, da exigência de dez anos de permanência para obter cidadania e da obrigatoriedade de renunciar à nacionalidade de origem.
O segundo lugar pertence a Andorra, a escassos 0,21 pontos de distância (73,68). O micro-estado montanhoso encaixado entre França e Espanha pontuou 96 em segurança e liberdade – igualando o desempenho fiscal dos Emirados Árabes Unidos, que ficaram com a terceira posição. Registou ainda 83,9 em qualidade de vida e 62,9 em natureza e clima.
Os Emirados Árabes Unidos (73,15) não só lideram a tabela na fiscalidade com 96 pontos – feito conseguido sem regimes especiais, graças à sua taxa zero – como garantiram 78,7 em residência e acesso, embora a segurança e liberdade tenha sido o seu elo mais fraco, com 58,8 pontos.
O quarto e o quinto postos são ocupados por mais dois destinos europeus. Malta (72,11) lidera no critério de residência e acesso com 95,0 pontos, impulsionada pelo passaporte mais forte da lista e pela disponibilização de todas as cinco vias de residência avaliadas. Portugal (70,09) exibe uma prestação equilibrada entre os vários parâmetros, variando entre os 47,8 pontos em natureza e clima e os 86,1 em segurança e liberdade.
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