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Um minúsculo destino mediterrânico foi eleito o melhor sítio do mundo para viver em 2026

Onde é que a vida corre melhor à escala global? Um novo índice com 63 destinos tem a resposta – e Portugal está no top 5.

Roisin Teeling
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Roisin Teeling
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View of Monaco City with boat marina below in Monaco
Irentravel | View of Monaco City with boat marina below in Monaco
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O Mónaco é conhecido pelos iates, pelos casinos e por um Grande Prémio que ruge em pleno coração da cidade; agora, junta mais um título à colecção. Segundo um novo índice, o minúsculo enclave mediterrânico é o melhor sítio do mundo para viver.

O Nomad Lifestyle Index resulta de um estudo da Nomad Capitalist, consultora que ajuda clientes abastados a reduzir a sua carga fiscal e a obter segundos passaportes. Convém, por isso, olhar para esta lista com bastantes reservas (e/ou uma carteira bem recheada), já que foi pensada para quem tem muitos dígitos na conta bancária. A Nomad Capitalist não avaliou todos os territórios do mundo, tendo antes analisado 63 destinos com base no interesse do seu público.

Cada destino foi pontuado de 0 a 100 com base em cinco pilares fundamentais, valendo cada um um quinto da nota final: natureza e clima, impostos, facilidade de mudança e permanência legal, segurança e liberdade, e qualidade de vida e infra-estruturas.

O Mónaco arrecadou a pontuação mais elevada, com 73,89 em 100 pontos possíveis, obtendo um pleno de 100 na categoria de qualidade de vida e infra-estruturas – a única pontuação máxima registada em qualquer pilar do índice. Esta categoria avalia factores como a esperança média de vida ou as velocidades de banda larga e de rede móvel.

O principado somou ainda 89,7 em segurança e liberdade e 84 na vertente fiscal. A vitória, contudo, não foi linear em todas as frentes: no que toca à natureza e clima ficou-se pelos 44,6 pontos, enquanto em residência e acesso obteve 51,1, reflexo das vias limitadas para fixar residência, da exigência de dez anos de permanência para obter cidadania e da obrigatoriedade de renunciar à nacionalidade de origem.

O segundo lugar pertence a Andorra, a escassos 0,21 pontos de distância (73,68). O micro-estado montanhoso encaixado entre França e Espanha pontuou 96 em segurança e liberdade – igualando o desempenho fiscal dos Emirados Árabes Unidos, que ficaram com a terceira posição. Registou ainda 83,9 em qualidade de vida e 62,9 em natureza e clima.

Os Emirados Árabes Unidos (73,15) não só lideram a tabela na fiscalidade com 96 pontos – feito conseguido sem regimes especiais, graças à sua taxa zero – como garantiram 78,7 em residência e acesso, embora a segurança e liberdade tenha sido o seu elo mais fraco, com 58,8 pontos.

O quarto e o quinto postos são ocupados por mais dois destinos europeus. Malta (72,11) lidera no critério de residência e acesso com 95,0 pontos, impulsionada pelo passaporte mais forte da lista e pela disponibilização de todas as cinco vias de residência avaliadas. Portugal (70,09) exibe uma prestação equilibrada entre os vários parâmetros, variando entre os 47,8 pontos em natureza e clima e os 86,1 em segurança e liberdade.

Os melhores destinos para viver em 2026, segundo a Nomad Capitalist

  1. Mónaco (73,89)
  2. Andorra (73,68)
  3. Emirados Árabes Unidos (73,15)
  4. Malta (72,11)
  5. Portugal (70,09)
  6. Chipre (68,42)
  7. Singapura (67,12)
  8. Ilhas Caimão (66,50)
  9. Nova Zelândia (66,43)
  10. Suíça (65,44)
  11. Panamá (64,91)
  12. Seicheles (64,46)
  13. Irlanda (63,97)
  14. Listenstaine (63,33)
  15. República Checa (62,97)
  16. Hong Kong (62,21)
  17. Maurícia (62,01)
  18. Estónia (61,26)
  19. Luxemburgo (60,98)
  20. Letónia (60,55)

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