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Nos últimos 30 anos, têm circulado vários projectos para o navio, mas os responsáveis acreditam que a concretização está mais próxima do que nunca.

Com o seu tamanho colossal, as suas vastas instalações e a impressionante capacidade de se manterem à tona, os navios de cruzeiro são verdadeiras proezas da engenharia. Actualmente, o título de maior navio de cruzeiro do mundo é partilhado por dois navios da classe Icon da Royal Caribbean International: o Star of the Seas e o Icon of the Seas, cada um com capacidade para transportar até 7600 passageiros. Mas, e se lhe disséssemos que existem planos para uma embarcação oito vezes maior do que estas, e que esses planos não só existem como poderão estar cada vez mais perto de se tornarem realidade?
Pois é. Chama-se Freedom Ship e, com um custo estimado de 12 mil milhões de libras para a sua construção – cerca de 14 mil milhões de euros –, os planos preveem um gigante com cerca de 1,6 quilómetros de comprimento e 30 conveses de altura, capaz de transportar nada menos do que 80 mil pessoas. Mais concretamente, terá capacidade para albergar 50 mil residentes permanentes e até 10 mil passageiros de cruzeiro e visitantes de um dia, bem como uma tripulação de 20 mil pessoas.
O Freedom Ship deverá muito provavelmente ser alimentado por energia nuclear (para reduzir a sua pegada de carbono – ao mesmo tempo que, alegadamente, ajudará a limpar os oceanos enquanto navega) e existirá exclusivamente em águas internacionais. Afinal, é demasiado grande para atracar em qualquer porto. Já a forma como irá acomodar residentes permanentes que, tecnicamente, viverão em águas internacionais levanta questões interessantes em matéria de cidadania e jurisdição. Mas, antes sequer de pensarmos em explorar esse dilema, vejamos o que mais estará disponível a bordo.
Segundo o The Telegraph, que entrevistou Roger Gooch, director-executivo da Freedom Cruise Line International, o Freedom Ship contará com as seguintes infraestruturas:
Além de tudo isto, o Freedom Ship incluirá também um hospital de investigação de última geração. Alegadamente, esta instalação desperta interesse junto de centros de investigação médica por se encontrar fora da jurisdição de entidades reguladoras nacionais. Uma perspectiva que, no mínimo, poderá suscitar algumas questões.
Está a perguntar-se como é que este colosso conseguirá sequer chegar ao mar? Não é o único. Mas, ao que parece, o projecto poderá estar muito mais próximo da realidade do que se imagina. A ideia foi concebida originalmente nos anos 90 pelo engenheiro norte-americano Norman Nixon, que faleceu em 2012.
Há 26 anos, o The Guardian escreveu sobre o potencial do navio, mas agora o projecto parece estar a ganhar novo fôlego. Existem propostas para que o casco do Freedom Ship seja construído na Indonésia, mas há um obstáculo que continua a impedir o avanço da obra: o financiamento. Enquanto não forem garantidos os fundos necessários para a construção, não existe ainda uma data definida para o início da sua operação. No entanto, os promotores do projecto continuam a defender que o conceito é viável e poderá, um dia, tornar-se realidade.
Segundo Gooch explicou, o financiamento poderá provir de várias fontes, incluindo investimento de empresários que arrendem ou adquiram espaços a bordo do navio, bem como de negócios nos quais a sociedade gestora detenha uma participação, como, por exemplo, o casino.
Tudo isto soa um pouco surreal, não? Fique atento aos próximos desenvolvimentos.
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