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Uma vez por mês, uma rua do Areeiro manda os carros passear e avança para a brincadeira

Na manhã deste domingo, 2 de Novembro, os motores não entram numa parte da Rua José Acúrcio das Neves. A "culpa" é de um grupo de vizinhos do Areeiro.

Rute Barbedo
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Rute Barbedo
Jornalista
Brinca Bairro
DR via Freguesia do Areeiro | Brinca Bairro
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No domingo, dia 2 de Novembro, entre as 10.00 e as 13.00, um trecho da Rua Acúrcio das Neves (junto ao 18A), fecha-se ao trânsito automóvel para as pessoas poderem conviver e brincar – crianças e adultos misturados.

A iniciativa chama-se Brinca Bairro e partiu da vontade de um grupo de vizinhos do Areeiro, muitos com filhos pequenos, que andavam a trocar ideias no WhatsApp sobre como ganhar espaço, liberdade e tempo de qualidade no bairro. "Se, uma vez por ano, uma rua do Areeiro fecha ao trânsito para o arraial, por que não fazer o mesmo, com maior frequência, pensando na comunidade?", pensaram. Pela primeira vez, a 26 de Julho, cortou-se então o trânsito na Capitão Henrique Galvão. Mas, com alguns carros estacionados no meio, o resultado não foi o melhor, pelo que o passo seguinte foi procurar outro espaço. Não sendo ideal, um trecho da José Acúrcio das Neves, onde os constrangimentos seriam menores (basta limitar, durante uma manhã, o uso de três lugares de estacionamento), foi a "solução intermédia", como conta à Time Out Marta Cerqueira, residente na freguesia e uma das mentoras da iniciativa. Para a Junta (que se mostrou sempre muito aberta à ideia), explica, não é linear chegar a uma rua e proibir a entrada de veículos a motor. "Há sempre queixas dos vizinhos", diz. Mas o objectivo, desde sempre, foi que o Brinca Bairro tivesse impacto, ao ocupar-se a rua "com pessoas e não com carros".

Brinca Bairro
DR via Freguesia do AreeiroBrinca Bairro

Como em muitas outras intervenções no espaço público, também neste caso, as mudanças levam tempo e os vizinhos acreditam que a iniciativa ainda poderá mudar. Há três anos, pouco depois de ser mãe, quando Marta Cerqueira reuniu pela primeira vez com a Junta de Freguesia e com a responsável pelo Brincapé com a ideia de trazer o movimento para o bairro (foi este o embrião), tudo não passava de um início. Também agora, depois de três edições do Brinca Bairro, pensa-se em algo maior. "No futuro, queremos que seja um espaço de confraternização", trazendo negócios locais, a vizinhança no seu sentido mais amplo, das crianças aos maiores de 65 anos, fazendo crescer "o espírito do bairro". 

Por agora, pais, filhos, irmãos, tios, primos e amigos trazem giz, cordas para saltar, trotinetes, bicicletas, bolas, o que quiserem. "Os miúdos brincam e nós, pais, podemos conhecer-nos e conviver", resume Marta.

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