Chegou a Nova Iorque em 2015. Como é que essa mudança aconteceu?
Eu estava em Portugal, era treinador de futebol e já andava nisso há dez ou 12 anos. Passei pela 1.ª, 2.ª e 3.ª Liga e, a certa altura, acabou o último contrato que tinha. Sempre tive muito prazer em cozinhar, sobretudo em receber pessoas em casa, fazer aquele slow cooking, preparar tudo bem e esperar que os amigos chegassem.
Houve uma altura em que pensei: “A minha vida tem de mudar. Acho que tenho de ser chef.” Comecei a pesquisar onde é que podia cozinhar e percebi que Nova Iorque era uma cidade extraordinária para isso. Passadas três semanas, estava cá. Nunca tinha vindo a Nova Iorque, não conhecia ninguém, não tinha emprego, não tinha casa. Vim um bocadinho à descoberta, para ver o que é que a cidade me podia oferecer. E foi talvez a melhor decisão da minha vida.










