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Em Cenas da Vida Conjugal, Rita Calçada Bastos reflecte sobre este tempo em que o que parece ser a realidade a maior parte das vezes não é. “Ser, na sua totalidade, está cheio de coisas feias e magras e comezinhas, e isso nós habitualmente queremos mesmo esconder. Esconder de nós e sobretudo do outro, da sociedade”, diz. No texto de Ingmar Bergman encontrou essa impossibilidade de ser total, essa dificuldade de suportar a realidade tal como ela deveria ser e essa crueldade da relação com o outro. A partir de um jogo de actores puro e duro, cria um diálogo entre Teatro – aquilo que quer que se veja e o que quer esconder – e Cinema (a cargo de João Canijo) – aquilo que aparenta ser real e o que não passa de uma projecção.
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