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Cruzando a palavra, a música e a performatividade, este espectáculo do Coletivo Teatral Saaraci convoca memórias coloniais, práticas de vigilância e as desigualdades estruturais que marcam o quotidiano de mães racializadas e empobrecidas. Com dramaturgia de Marta Lança e Marinho Pina, e direcção de João Branco, a peça questiona quem detém o poder de definir conceitos como dignidade, protecção e pertença. No final, assume-se como um manifesto de recusa: existir não é um erro administrativo e marcar presença é, por si só, um acto político. Em cena nos dias 17 e 18 de Julho, sexta e sábado às 21.00, no Teatro Meridional. O bilhete custa 13€.
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