10 lojas históricas no Porto

Se procura peças verdadeiramente únicas, elas estão nas 10 lojas históricas no Porto que valem mesmo a pena uma visita
Camisaria Porto
©Marco Duarte Escolha uma camisa na Camisaria Porto
Por Editores da Time Out Porto |
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Num Porto cada vez mais virado para o turismo, em que vários estabelecimentos antigos fecham para dar lugar a hostels, apartamentos turísticos ou negócios turista-friendly, é preciso não esquecer quem cá esteve sempre a fazer a diferença, ao longo dos anos. Estas são as 10 lojas históricas no Porto que tem mesmo de conhecer. Por dentro e por fora. 

10 lojas históricas no Porto

Livraria Moreira da Costa
©Marco Duarte
Compras, Livrarias

Livraria Moreira da Costa

icon-location-pin Galerias

A Moreira da Costa é um dos alfarrabistas mais antigos e valiosos da cidade, com várias primeiras edições de autores portugueses, a obra de trás para a frente de Camilo Castelo Branco, vários livros de direito, filosofia e teologia, e dois mil títulos de literatura francesa, em francês, dos séculos XVIII e XIV. 

Casa Arcozelo
©Marco Duarte
Compras, Alimentos especializados

Casa Arcozelo

icon-location-pin Baixa

Queijos e enchidos portugueses são o novo pão com manteiga de muitos restaurantes e bares de tapas que têm aberto porta sim, porta sim na Baixa. Mas a Casa Arcozelo, especializada em queijos e charcutaria desde o início do século XX, pouco tem sentido essa agitação. “Vende-se muito menos do que há quinze, vinte anos”, afirma Manuel Melo, 69 anos, à frente da casa desde 1959.

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Papelaria Modelo
©Marco Duarte
Compras, Papelarias

Papelaria Modelo

icon-location-pin Taipas

Sem ela, os alunos do Porto de Belas-Artes e de Arquitectura não seriam os mesmos. É aqui que encontram o material técnico necessário para os cursos, numa casa que sempre teve os estudantes (e os pintores) como os principais parceiros – mas sem esquecer o público não especializado, que continua a vir comprar aqueles lápis ou aquele tipo de papel que já não se vê em mais lado nenhum. 

Lojas Centenárias - A Sementeira
©Marco Duarte
Compras, Centros de jardinagem e estufas

A Sementeira

icon-location-pin Flores

Vítor Dias, 70 anos, desde os 18 n’A Sementeira – fundada pelo pai, Alípio Dias, aos 22 anos – ainda se lembra de quando Mouzinho da Silveira era “um centro comercial ao ar livre.” “As pessoas saíam em São Bento e vinham fazer as compras todas aqui”, recorda. O negócio está bastante estável e já conta com a terceira geração; tem vários contactos com o estrangeiro, exportam para Angola, Alemanha, Moçambique, entre outros; e tem hoje 23 empregados, numa empresa que começou com apenas três em 1933.

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Lojas Centenárias - Chapelaria Ideal
©Marco Duarte
Compras, Chapéus

Chapelaria Ideal

icon-location-pin Baixa

Nesta reportagem encontrámos a Chapelaria Ideal em baixo de forma. A actual proprietária, Maria Emília, 75 anos, está há três anos num braço de ferro com o senhorio, que a quer pôr porta fora sem lhe pagar “uma indemnização que faça justiça aos anos da casa”, conta [e são muitos; desde 1890]. “Até já me estragou o tecto lá atrás, mas eu não saio”, diz, apontando para lá, enquanto se despede de um cliente antigo. 

Escovaria do Belmonte
©João Saramago
Compras, Lojas vintage

Escovaria de Belomonte

icon-location-pin Baixa

A Escovaria de Belomonte é uma espécie de loja/fábrica/museu. Depois de se passar a porta esguia e o arco-íris de vassouras coloridas penduradas no tecto do corredor, o nosso olhar é de imediato direccionado para a pequena fábrica que funciona dentro da loja. É, portanto, altamente provável que apanhe Rui Rodrigues e Maria de Fátima a trabalhar – tudo é feito e transformado aqui, ao vivo e a cores. 

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Feira do Bacalhau
©João Saramago
Compras, Mercearias

Feira do Bacalhau

icon-location-pin Baixa

Aqui não há bacalhau de plástico pendurado à porta como na nova (ou na falecida?) Casa Oriental. O assunto é levado a sério desde 1925, como se avisa na fachada branca e azul-bebé, com a venda de bacalhau da Islândia, da Noruega, do Canadá (mais fino e baixo) e da Inglaterra (com uma cura mais salgada), entre uma boa variedade de feijões, frutos secos e outros produtos de mercearia.

Armazém dos Linhos
©Marco Duarte
Compras

Armazém dos Linhos

icon-location-pin Santa Catarina

O comércio tradicional estava a morrer, o turismo estava fraco, o Armazém dos Linhos ia fechar. Foi precisamente há cinco anos que as irmãs Leonor e Filipa Pinto Basto puseram de lado a arquitectura, arregaçaram as mangas e ficaram com o centenário Armazém dos Linhos, com loja e confecção no Norte. Sem o desvirtuar. “Manter a preservação dos tecidos tradicionais portugueses é um dos grandes objectivos”, explica Leonor, referindo ainda que aqui também é possível personalizar tecidos. 

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Camisaria Porto
©Marco Duarte
Compras

Camisaria Porto

icon-location-pin Santa Catarina

A Camisaria Porto nasceu em ano de Primeira Guerra Mundial, 1914, na altura como Camisaria Gomes. Ao longo do tempo foi passando por vários proprietários e hoje pertence a Aida Maria Rosas, que diz já ter perdido a conta ao número de camisas que tem na loja. “São mais de mil à vontade”, garante. Algodão, algodão e fibra, lisas, às ricas, de flanela ou meia manga, estas camisas – “100% nacionais”, garante Aida – custam entre os 39€ e os 53€. 

Bazar Paris
©Marco Duarte
Compras, Brinquedos e jogos

Bazar Paris

icon-location-pin Santa Catarina

Há 113 anos na mesma família, a Bazar Paris é provavelmente a loja de brinquedos mais antiga do Porto em funcionamento. Luísa Villas-Boas, neta do primeiro proprietário, confessa que há muita clientela que procura brinquedos de colecção, como carrinhos, locomotivas e bonecas.

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