Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Porto icon-chevron-right Castelo, suíte real ou mosteiro - onde vamos jantar hoje?

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Pousada Palácio de Estoi
Pedro Sampayo Ribeiro Pousada Palácio de Estoi

Castelo, suíte real ou mosteiro - onde vamos jantar hoje?

Vai poder almoçar a dois, fazer jantares de grupo ou festas privadas em locais que estavam mais ou menos escondidos dentro das Pousadas de Portugal

Por Ágata Xavier
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“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”. Esta frase retirada do Livro dos Conselhos de D. Duarte, e inscrita na contracapa de Ensaio sobre a Cegueira, do nobel português José Saramago, pode aplicar-se ao novo programa das Pousadas de Portugal. Sítios que sempre foram vistos, fazem-se agora reparar com o Pousadas Authentic Venues, um conjunto de lugares onde se pode almoçar, lanchar, jantar, ou até ver a final da Liga dos Campeões, por exemplo, a dois ou em grupo, tanto em eventos privados como empresariais — os preços dependem do número de pessoas e dos menus que se queiram escolher.

Sítios tão inusitados como a torre de menagem da Pousada Castelo de Estremoz, o teatrinho da Pousada Palácio de Queluz ou a suite de D. João V, na Pousada Convento de Évora, passaram a estar abertos à gastronomia, pois, como assinalou Frederico Costa, administrador das Pousadas de Portugal, na apresentação dos ditos recantos, “A conquista do turista, sobretudo o estrangeiro, faz-se pelo estômago” (não é por isso de estranhar que grupos de visitantes corram para a mesa de sobremesas do Cozinha Velha, o restaurante do Palácio de Queluz, com um prato de sopa em riste, ao invés de um mais adequado aos doces).

Para já, são sete os lugares secretos que ganharam um novo propósito, mais intimista e exclusivo, estando previsto alargar o número até ao final do ano. Fique a saber quais são.

Castelo, suíte real ou mosteiro - onde vamos jantar hoje?

Pousada do Castelo de Estremoz
Pousada do Castelo de Estremoz
D.R.

Torre de Menagem da Pousada do Castelo de Estremoz

Hotéis

Dormir num castelo é agora mais confortável do que no tempo em que os arquitectos projectavam casas com ameias ao invés de marquises – e pernoitar no castelo que D. Dinis mandou erguer para a Rainha Santa Isabel prova não só que o amor move montanhas como pedregulhos gigantes. Os quartos da Pousada Castelo de Estremoz, no Alentejo, mantêm uma decoração clássica com camas de dossel, e junta-lhes modernices do nosso tempo, como a televisão e o wi-fi. Imponente é a Torre de Menagem, aberta agora para refeições privadas para grupos até 12 pessoas e com três menus à escolha: um com a tradicional sopa de tomate com enchidos e ovo escalfado e bacalhau dourado, outro com caldo de perdiz e hortelã e lombinho de porco preto com guisadinho de favas e um terceiro com estaladiço de queijo de Serpa e borrego no forno.

Pousada do Castelo de Palmela
Pousada do Castelo de Palmela
D.R.

Pátio do Pessegueiro da Pousada do Castelo de Palmela

Hotéis Grande Lisboa

Visitar a Pousada Castelo de Palmela é dar um salto no tempo sem a ajuda do Delorean. O antigo poiso da Ordem de Santiago está tão elevado que permite avistar a o Parque Natural da Serra da Arrábida, o mar e as vinhas de algumas das adegas mais conhecidas do país (como a da casas Ermelinda Freitas, José Maria da Fonseca ou a Bacalhôa). Descubra o Pátio do Pessegueiro, guardado no interior do castelo, numa refeição até 30 pessoas com a típica sopa caramela (uma vigorosa junção de batata, repolho, enchidos, feijão e cenoura) e empada de perdiz ou, noutra opção não menos substancial, caldo de caça com farófias de agrião e perna de porco assada.

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Salão Nobre da Pousada de Guimarães
Salão Nobre da Pousada de Guimarães
D.R.

Salão Nobre da Pousada Mosteiro de Guimarães

Hotéis

Este pequeno hotel de luxo fica no berço da nação, onde D. Afonso Henriques cortou o cordão umbilical e veio por aí abaixo, levando à letra a  ideia de conquista de independência pessoal (ao mesmo tempo que criaria uma outra, e não menos importante, a do Condado Portucalense). A Pousada Mosteiro de Guimarães ocupa um antigo lar monástico da Ordem de Santo Agostinho, erguido no século XII pela primeira rainha portuguesa, D. Mafalda. O Salão Nobre está agora aberto a refeições para um máximo de 100 pessoas e com dois menus à escolha, um com porco preto panado ou lombo de bacalhau e outro com carpaccio de polvo ou tornedó de lombo de novilho.

Pousada Palácio de Estoi
Pousada Palácio de Estoi
PEDRO SAMPAYO RIBEIRO

Salão Nobre da Pousada Palácio de Estoi

Hotéis

É um pequeno hotel de luxo em Estoi, a 10 quilómetros de Faro, e, ao mesmo tempo, um pastiche rococó único em toda a região, com um jardim ao estilo francês, todo ele recortado a régua e esquadro. A Pousada Palácio de Estoi é um conto de fadas tornado realidade, com as paredes pintadas de cores açucaradas, como o cor de rosa marshmallow e o verde água do frigorífico dos nossos sonhos. Há embutidos de madeira nos tectos a contrastar com quartos modernos e linhas clássicas. É no Salão Nobre, que podia figurar num conto de Lewis Carroll, que pode agora combinar um repasto. Não se esqueça de mergulhar no duche tropical ou na piscina interior aquecida.

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Pousada do Convento de Évora
Pousada do Convento de Évora
D.R.

Suíte D. João V da Pousada Convento de Évora

Hotéis

Acorda e vê logo o mais conhecido monumento da cidade: o templo de Diana. A poucos passos fica a Catedral Gótica, o Palácio Cadaval e a famosa Praça do Giraldo. Em pleno centro de Évora, numa mini-cidade-museu que é Património Mundial da Humanidade, a Pousada Convento de Évora conjuga algum do minimalismo arquitectónico da congregação dos cónegos seculares de São João evangelista (que o habitaram em primeiro lugar) com as modificações das grandes obras que sofreu depois ter passado por um incêndio e pelo abanar do Terramoto de 1755. Prepare-se para almoçar ou jantar num dos lugares mais bonitos da Pousada, a Suite D. João V, decorada com coloridos frescos e mobiliário no qual custa a sentar (de tão bonito que é).

Pousada do Palácio de Queluz
Pousada do Palácio de Queluz
D.R.

Teatrinho de D. Maria na Pousada do Palácio de Queluz

Hotéis Grande Lisboa

Se quiser pernoitar e ter uma refeição em dois tempos — no de antigamente e no de agora — aproveite para conhecer a Pousada Palácio de Queluz, instalada na Torre do Relógio, e o restaurante Cozinha Velha, dono de uma exemplar mesa de sobremesas que homenageia a doçaria conventual portuguesa. A juntar a ambos, há agora o Teatrinho de D. Maria, onde antigamente se encenavam peças para a rainha que, ciumenta, apenas autorizava que homens actuassem — mesmo nos papéis femininos. Com capacidade para até 30 pessoas, tanto dá para um almoço como para “assistir à final das Champions”, salientou Frederico Costa, administrador das Pousadas de Portugal. Neste espaço cénico pode provar estaladiço de perdiz, carré de borrego e torta de laranja com micro salada de citrinos e hortelã com raspas de chocolate.

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Wine Bar da Pousada de Viseu

Hotéis

Do antigo Hospital de São Teotónio, em Viseu, surgiu uma pousada de charme com projecto arquitectónico de Gonçalo Byrne. A Pousada de Viseu tem 84 quartos, spa, ginásio, uma piscina interior e outra exterior. Tem ainda três sítios onde pode comer: o bar Grão Vasco, para refeições leves, o restaurante Dão Lafões, onde se serve o pequeno-almoço e alguns jantares, e o resistente Viriato, com o melhor da gastronomia local. Ou tinha, agora tem quatro pois há um novo local para refeições intimistas: o Wine Lounge. A zona da garrafeira da Pousada é um dos lugares secretos do programa Pousadas Authentic Venues. Com capacidade máxima para receber 35 pessoas, tem dois menus à escolha, um com bacalhau no forno ou pá de cabrito assado e outro com rodovalho com risotto de berbigão ou carré de borrego.

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Craveiral Farmhouse
©DR

Zambujeira do Mar: são cravos, senhor, são cravos

Viagens Collection: Escapadas

À mesa do restaurante Protásio, (Rua Trás das Escolas, São Teotónio), Manuel, o dono da casa, lamenta que a proliferação de estufas na região esteja a matar a paisagem. Ele, que é madeireiro de profissão e conhece estas terras como a palma da mão, sabe identificar, uma a uma, as casas compradas por estrangeiros que entretanto se cansaram do calor do litoral alentejano e deixaram os terrenos ao abandono, ou os projectos de construção que prometem um novo futuro para a freguesia de São Teotónio. E até sabe dizer que na escola da terra há crianças de 23 nacionalidades. Recomendado: Há mar e mar, há ir à Madeira e voltar  

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Viagens

Observar golfinhos, mesmo que muito lá ao fundo, é um dos poucos fenómenos que levanta dezenas de pessoas da toalha em direcção à beira-mar, onde ficam de mão em pala e olhos fixados no horizonte à espera de ver uma cauda ou um focinho luzidio em mergulho enrolado. Na Madeira, é possível vê-los de perto e até nadar com eles, e mesmo quem julga não ter interesse em participar da excursão, no momento vai acabar por alinhar – afinal, quantas vezes na vida é que uma experiência destas nos aparece à frente? Recomendado: The Escapist - como desaparecer completamente

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Ciao bella Firenze

Viagens Collection: Escapadas

Ninguém avisa que assim que se aterra em solo italiano é-nos aplicado um qualquer filtro de Instagram nos olhos. Não que Florença precise disso para ser (ainda) mais bonita, mas é a sensação que
se tem: parece que estamos dentro de uma cidade com muralhas (apesar de estas já não existirem), cheia de edifícios robustos e onde é fácil acreditar em contos de fadas e romances históricos com finais felizes. Por toda a expectativa que arrasta consigo, Florença merece que a primeira paragem seja uma vista panorâmica. E não é uma qualquer. Pode parecer estranho, mas subir à Piazzale Michelangelo – ênfase no subir – oferece muito mais do que um bonito pôr-do-sol. Dali é possível observar todas as razões que fazem turistas dos quatro cantos do planeta eleger esta cidade como a mais bonita do mundo e ter um grande plano dos dias que temos pela frente. Posto isto e uma vez cá em baixo, talvez lhe dê vontade de atravessar o rio Arno a nado só para chegar mais rápido a todos os pontos que identificou como merecedores de uma visita. E são muitos. Comecemos pela Ponte Vecchio (na foto). Muito famosa, muito cheia de turistas e muito cheia de ouro. Sim, é verdade. Construída na Idade Média e a mais antiga
da cidade, tem mais lojas de ouro por metro quadrado do que a proporção de gaivotas 
por habitante no Porto, comparação que nos deixa momentaneamente mais felizes por estarmos fora. Daí seguimos para o epicentro turístico, a Piazza del Duomo, onde a Cattedrale di Santa Maria del Fiore assu

Garbatella
©DanMasa

Roma alternativa: Garbatella, o bairro favorito de Nani Moretti

Viagens

Quando se tem como destino uma das cidades
 mais procuradas da Europa, a possibilidade de não conseguir usufruir ou sequer aceder convenientemente a grande parte dos checkpoints turísticos é altíssima. Há sempre que ter em conta que no mesmo dia
 e à mesma hora dezenas de milhares de pessoas tiveram
 a mesma ideia que nós. E isto podia bem ser um resumo
 de uma ida a Roma. Coliseu? Esqueçam, as filas à porta desmotivam o mais entusiasta dos turistas. Piazza di Spagna, aquela da escadaria magnífica que até parece um spot simpático para nos sentarmos e ficar a ver as vistas? Nah... não há degraus livres e o pouco espaço que sobra é para a passagem de transeuntes. Fontana di Trevi? O mesmo. Para conseguir atirar a moedinha que traz coisas boas ao futuro, vai ter de se digladiar com centenas de optimistas afoitos. E a lista não fica por aqui. Mas, felizmente, quem tem amigos tem tudo e quem tem amigos em Roma tem um bocadinho mais do que isso: tem uma perspectiva nova da cidade que só se consegue fugindo dos centros de atracção que vêm nos guias da cidade. Roma é História e civilização mas também é uma das capitais mais tramadas da Europa. Esconde-se confortavelmente atrás do passado para não se mostrar como é, como se se quisesse manter em segredo 
o máximo de tempo possível. Para conhecê-la de verdade é preciso conhecer alguém de lá que nos diga onde se escondem os tesouros da cidade moderna. O roteiro é alternativo e, para nós, assim como esperamos que seja para o leitor, foi

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