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Escapadinhas: 37 razões para visitar o Gerês

Não interessa quanto tempo fica. O que importa é que explore o melhor do Gerês. E não se preocupe, nós damos uma ajudinha

Escrito por
Editores da Time Out Porto
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Férias grandes, escapadinhas para aproveitar feriados ou um fim-de-semana prolongado. Qualquer uma destas hipóteses é uma boa desculpa para fazer as malas e partir à descoberta do Gerês, um dos paraísos no Norte de Portugal, que lhe garante uma limpeza à alma. O que há por lá? Além de paisagens naturais, conte com termas para relaxar e muitos desportos radicais. A equipa da Time Out explorou aldeias e serras, provou a gastronomia local e preencheu este artigo com boas histórias. No fim ficámos com muita vontade de voltar. Siga-nos o rasto, aqui tem37 razões para visitar o Gerês. 

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Coisas para fazer

  • Hotéis
  • Hotéis com spa
  • Grande Porto

É um três-em-um: hotel, termas e spa. E nada melhor do que relaxar quando se está no Gerês. Fica mesmo no centro da vila e tem programas para todos os gostos: dos românticos aos de repouso. E já que está em terra de alimento farto – experimente os pratos do restaurante Refúgio do Gerês, dentro no hotel – experimente um dos programas de emagrecimento ou detox.

  • Coisas para fazer
  • Caminhadas e passeios
  • Grande Porto

É a empresa de actividades outdoor mais famosa da Vila do Gerês. E tem queda para o desporto de aventura: passeios de jipe, passeios a cavalo, canyoning, arvorismo, entre outros. A maior parte das actividades não têm número mínimo de participantes, por isso, a tabela de preços é ajustada ao número de pessoas inscritas. O preço desce à medida que a procura aumenta, claro. Reúna um grupo de amigos e aventure-se pelo Parque Nacional Peneda-Gerês. Se quiser saber mais informações, vá ao site www.geresmont.com ou envie email para info@geresmont.com.

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Fique boquiaberto com a Cascata do Tahiti
©João Saramago

3. Fique boquiaberto com a Cascata do Tahiti

Descer por pedras e raízes é a única forma de chegar à Cascata do Tahiti. Leve roupa e calçado confortável, água e uma máquina fotográfica – essencial para registar a paisagem soberba que vai encontrar. As quedas de água terminam em lagoas cristalinas que, no Verão, são procuradas por muitos banhistas.

Suba uma escadaria para ver a Cascata do Arado
©João Saramago

4. Suba uma escadaria para ver a Cascata do Arado

Prepare-se: para ver a Cascata do Arado vai ter que subir alguns degraus. Mas antes, terá que percorrer um quilómetro em terra batida a partir de um entroncamento à saída da Ermida. Quando o caminho chegar ao fim, tem uma ponte sobre o rio Arado (e é provável que se desiludida por não ter sinais da cascata). Suba a tal escadaria ao lado da ponte. O seu esplendor só se nota a 750 metros de altura. E vale bem a pena.

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6. Visite a aldeia submersa de Vilarinho das Furnas

A aldeia de Vilarinho das Furnas, hoje em dia submersa, é uma das principais atracções turísticas do Gerês. Deixou de existir em 1972, quando construíram a barragem de Vilarinho das Furnas – que também deve aproveitar para ver. Se o nível das águas do rio Homem deixar, é possível ver vestígios das casas graníticas. Mas não se iluda... só costuma acontecer em períodos de seca prolongada.

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  • Museus
  • História
  • Grande Porto

Para homenagear a população e a extinta aldeia, construíram, em 1981, o Museu Etnográfico de Vilarinho das Furnas, um dos maiores atractivos da região. Quando puser os pés lá dentro vai ficar a conhecer a história da população, desde os hábitos das mulheres da época à organização comunitária da aldeia. 

  • Museus
  • História
  • Grande Porto

Lado a lado com o Museu Etnográfico de Vilarinho das Furnas está o Museu da Geira, mais recente. Abriu portas em 2013 e dedica-se à Geira Romana, a via que ligava Braga (Bracara Augusta) a Astorga (Asturica Augusta), em Espanha, e que percorre 30 quilómetros ao longo do concelho de Terras de Bouro. Entre outras coisas, os visitantes podem ficar a saber como foi construída a Geira Romana, das pontes às vias.

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9. Olhe para o Gerês no Miradouro da Pedra Bela

Quem sobe ao Miradouro da Pedra Bela não passa sem lá voltar. Bom, não é bem assim, mas podia ser. A vista sobre o Gerês (destaque para a Albufeira e a Barragem da Caniçada) é do outro mundo mas estando a 829 metros de altura já seria de esperar. O poema “Pátria”, de Miguel Torga, está eternizado à chegada à Pedra Bela.

10. Vá ao Santuário de Nossa Senhora da Peneda

Fica na freguesia de Gavieira, em Arcos de Valdevez, e é demasiado imponente para não ser visitado. Se passar por lá entre 31 de Agosto e 8 de Setembro, aproveite para assistir à festa anual em honra de Nossa Senhora da Peneda. Depois não diga que não o avisámos.

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11. Aventure-se com a Montes Laboreiro

É uma empresa de animação que gere, sobretudo, actividades ao ar livre. Canyoning, uma forma original de explorar (e descer) rios, canoagem e workshops de pão são algumas das mais emblemáticas. Mas há outras, como o arvorismo e os passeios com pastores, mais indicadas para crianças. Esta última inclui acompanhar o dia-a-dia de um pastor e tratar dos animais (oh!). Aproveite a oportunidade para mostrar aos seus filhos como é a vida longe do mundo urbano. Tel. 251 466 041.

12. Visite a Igreja Matiz de Castro Laboreiro

A Igreja Matriz de Castro Laboreiro, classificada pelo IGESPAR como Imóvel de Interesse Público em 1993, teve duas fases distintas de construção. A primeira, no século XII, e a segunda, na segunda metade do século XVIII, quando acrescentaram a torre e a capela-mor.

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13. Perca-se entre os espigueiros

O que são? Estruturas de pedra usadas pelas gentes da terra para secar o milho. Os 24 que encontra na aldeia do Soajo foram classificados, em 1983, como Imóvel de Interesse Público e todos os dias servem como pano de fundo às fotos dos turistas. O mais antigo data de 1782.

14. Surpreenda-se com a Barragem do Alto Lindoso

A funcionar desde 1993, é considerada a maior central de produção de energia eléctrica em Portugal. Como se isso não bastasse, é uma das construções mais altas do país. Fica o aviso para quem tem vertigens. Se não tiver, faça-se aos likes no Instagram e tire uma fotografia lá de cima. O sucesso vai ser garantido.

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15. Suba ao Castelo de Lindoso

Sabia que o Castelo de Lindoso foi construído na Idade Média com a função de vigia da fronteira? E que é um dos monumentos militares mais importantes do país? D. Dinis mandou restaurá-lo e ampliá-lo. Muitos atribuem-lhe a torre de menagem, porque era lá que o rei morava quando ia caçar para o Gerês.

  • Coisas para fazer
  • Caminhadas e passeios
  • Grande Porto

Se há sítio onde vai, com certeza, desfrutar de tudo o que o Gerês tem para oferecer – actividades radicais e alojamento em casas de tronco de madeira incluídas – é no Diverlanhoso, um dos maiores parques de aventura da Península Ibérica, na Póvoa de Lanhoso. As actividades estão organizadas em água, ar, terra e fogo e vão do rafting ao caiaque, da escalada ao slide, do paintball ao tiro ao alvo.

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17. Pise a fronteira na Portela do Homem

É na Portela do Homem que Portugal e Espanha se separam. É também lá que pode encontrar alguns dos marcos da Geira Romana que ligava Braga a Astorga. Mas há mais: a Cascata da Portela do Homem, uma das mais procuradas das redondezas, fica a poucos metros da fronteira. Quando a atravessar para o lado espanhol, aproveite para se banhar nas piscinas de água quente em Torneiros, Lóbios.

18. Reze no santuário de São Bento da Porta Aberta

O santuário de São Bento da Porta Aberta, em Rio Caldo, foi elevado a basílica. E não é caso para menos. Todos os anos são milhares os peregrinos devotos a São Bento que o visitam. Por isso é, depois de Fátima, o templo religioso mais visitado do país. Em 1640 foi construída a primeira ermida. Como tinha sempre as portas abertas, e servia de abrigo a quem passava, foi baptizada como São Bento da Porta Aberta. Vale a pena ver os painéis de azulejos da capela e, claro, fotografá-los.

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19. Conheça a aldeia comunitária da Ermida

Perto de lugares turísticos como a Cascata do Arado, a Cascata do Tahiti e o Miradouro da Pedra Bela está a aldeia comunitária da Ermida. Comunitária porque as decisões, desde pintar uma parede a deitá-la a baixo, são tomadas por todos os habitantes da aldeia (ganha a maioria), que estão sempre prontos a ajudar. Sabemos do que estamos a falar. A ajuda chegou quando a equipa da Time Out se aventurou por caminhos desconhecidos e o carro em que seguia teve que ser rebocado... por um tractor. Se se arriscar e ficar com o carro parado, na Ermida vão ajudá-lo.

20.  Viaje na história no Mosteiro de Santa Maria das Júnias

Fica nos arredores da aldeia de Pitões das Júnias – que também deve conhecer – e é um dos marcos turísticos da zona. E há bons motivos para tal: primeiro, porque a sua fundação remonta ao século XII, quando era habitado por monges beneditinos. Hoje é, segundo os locais, habitado por lagartos. Isso mesmo. Apesar do seu estado de ruína e abandono, o mosteiro foi classificado em 1950 como Monumento Nacional.

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21. Demore-se na Mata da Albergaria

Se vai com o tempo contado, o melhor é escolher outro dia para visitar a Mata da Albergaria. O passeio deve ser demorado. Primeiro, porque as curvas sinuosas não permitem que se carregue muito no pedal do lado direito. Segundo, porque vai parar muitas vezes para beber água nas fontes que existem ao longo da mata. Em terceiro, porque se vai cruzar com animais – leia-se vacas, cabras, veados e cavalos selvagens – e isso merece ser fotografado.

O que comer

  • Restaurantes
  • Português
  • Grande Porto

É verdade que com o bom tempo ninguém pensa em lareiras. Mas é impossível falar do Saber ao Borralho, restaurante tradicional no Soajo, sem fazer referência à que lá existe. Aproveite a dica para um dia mais frio. Até lá, concentre-se só nos pratos caseiros como o cabrito, o bacalhau e o polvo com batata a murro. 

  • Restaurantes
  • Português
  • Grande Porto

Em restaurante de caçador, comida de caça. Faz sentido. Há sempre coelho e, de vez em quando, feijoada de javali. De resto, encontra na carta rojões com tripa enfarinhada, costeleta de vitela, bacalhau com batata às rodelas e cozido à portuguesa. Tudo em doses mesmo muito generosas. Uma refeição para duas pessoas ronda os 20€.

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  • Restaurantes
  • Português
  • Grande Porto

Onde? N’ O Abocanhado, em Brufe, um dos restaurantes mais famosos do Gerês. A vitela barrosã, o bacalhau, o cabrito e os pratos de caça são algumas das especialidades deste espaço feito em granito e madeira. O preço médio de uma refeição anda à volta dos 23€ por pessoa e a vista paga tudo, acredite.

  • Restaurantes
  • Português
  • Grande Porto

O Cantinho do Antigamente é um restaurante de cozinha rural perdido no meio do Gerês que integra o projecto Calcedónia – Fundação para o Desenvolvimento Rural. A exploração está a cargo das irmãs Adelaide e Albertina Pereira mas, ao almoço, e caso o cliente não tenha reserva, só servem pataniscas de bacalhau com arroz de feijão e posta de vitela com arroz de feijão ou batata frita. Por encomenda fazem cabrito, pica no chão, rojões e o cozido de Terras de Bouro, aquele que já é considerado por muitos o prato típico do município. 

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  • Restaurantes
  • Português
  • Grande Porto

É o restaurante mais famoso do Gerês e o atendimento simpático e descontraído é um dos pontos a favor. Mas tem mais. Da carta vale a pena provar o bacalhau com broa, a posta à Lurdes Capela, o javali e o veado (quando há) e o Pedaço do Gerês, um bife de vitela panado com sêmola de milho acompanhado com batatas a murro, couve salteada, chalotas e tomate cereja confitados em mel do Gerês. À sobremesa, opte pelo obrigatório e guloso pudim Abade de Priscos. O preço médio de uma refeição fica nos 15€. 

  • Restaurantes
  • Português
  • Grande Porto

Há 37 anos, Lino Ribeiro abriu a Adega do Ramalho. Se é Ribeiro, porquê Ramalho? Porque existe, perto do restaurante, o Banco do Ramalho, um simples banco de jardim, que foi construído em homenagem a Ramalho Ortigão. A vitela assada e as costeletas de vitela são as especialidades desta casa tradicional e o dono garante que os turistas adoram. O espaço é rústico, com paredes de pedra e, para os dias mais frios, não falta uma lareira, que aquece o ambiente. À sobremesa não deixe de provar a mousse de chocolate caseira. A refeição ronda os 15€.

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  • Restaurantes
  • Português
  • Grande Porto

Há restaurantes que funcionam quase como locais de culto. O Victor é um deles. Fica em São João de Rei, na Póvoa de Lanhoso, e ainda que a carta tenha outras opções, é o bacalhau assado na brasa em cama de cebola com batata a murro a escolha da maioria dos comensais. Pessoas como Jorge Amado, Manuel Cargaleiro, Diogo Freitas do Amaral, Pedro Santana Lopes e Vítor Baía já se sentaram à mesa deste restaurante. Victor Peixoto, o responsável, conta que já vai no quarto livro de elogios. Sim, há um livro de elogios e vai perceber porquê quando acabar de comer. Termine com o leite-creme queimado na hora. O preço médio ronda os 25€.

  • Restaurantes
  • Português
  • Grande Porto

Famoso pelo pernil de vitela assado que só é servido para quatro pessoas no mínimo, esta adega tem outros petiscos, como o bacalhau frito ou os medalhões de lombo de boi. O preço médio anda pelos 20€/25€. Vá embora feliz depois de provar as rabanadas caseiras. 

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  • Restaurantes
  • Português
  • Grande Porto

Passando na estrada não é fácil adivinhar o que se esconde atrás d’O Bem Cozinhado. Quer saber o que é? Um terreno grande que, com frequência, recebe casamentos, baptizados, comunhões e afins. Na lista de comes há bacalhau com migas de broa, cabrito assado e o arroz de pica no chão (por encomenda). Nos doces, uma das especialidades é a aletria com pinhões. Noves fora, um repasto sai a 15€/20€. 

Onde dormir

  • Hotéis
  • Hotéis de charme
  • Grande Porto

A Casa Beira-Rio fica bem à entrada do Parque Nacional Peneda Gerês. Tem 12 quartos, acesso directo ao rio e uma esplanada com vista para a Albufeira da Caniçada. Se já está com vontade de fazer as malas, saiba que durante este mês os quartos duplos custam em média 30€ e os quádruplos 45€, excepto fins-de-semana. É de aproveitar.

  • Hotéis
  • Hotéis de luxo
  • Grande Porto

O Mosteiro de Santa Maria de Bouro, ou Mosteiro de Amares, foi, no século XII, um mosteiro cisterciense. Hoje em dia, depois de ter sido renovado pelo arquitecto premiado Eduardo Souto de Moura, é uma das mais bonitas Pousadas de Portugal. As fachadas em granito típicas da zona são uma das suas imagens de marca, bem como a mesa de doces conventuais do restaurante. Mas a piscina e o campo de ténis são pormenores quando o Parque Nacional Peneda-Gerês é a paisagem. 

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  • Hotéis
  • Hotéis de charme
  • Grande Porto

Da próxima vez que for ao Gerês, tenha a Quinta Brasão da Caniçada em consideração. Afinal, não é todos os dias que se fica hospedado numa casa senhorial do século XVII. Situada muito perto da barragem da Caniçada, um dos pontos obrigatórios na sua check list quando for ao Gerês, tem quartos entre os 50€ e os 80€ com pequeno-almoço incluído. Há sala de jogos, parque infantil, jardim e piscina para mergulhar.

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  • Hotéis
  • Albergues
  • Grande Porto

O Hostel Gerês abriu há uns anos no centro da vila e, como unidade do género que se preze, tem uma tabela de preços muito acessível. Há camas individuais em dormitórios (rondam os 15€), quartos duplos (desde 25€) e quartos triplos (desde 45€). As zonas comuns como a sala de convívio e a cozinha têm wi-fi gratuito e, já que se fala em cozinha, o pequeno-almoço está incluído no preço. Há pão, cereais, sumos e uma vista para a serra de cortar a respiração. É impossível não começar bem o dia por lá.

O que comprar

  • Compras
  • Mercearias
  • Grande Porto

Fica ao lado do Cantinho do Antigamente por isso não há desculpa para não espreitar. Quer um conselho? Passe lá antes de comer. É da maneira que ganha apetite. Há mel do Gerês, biscoitos, chá, licores, queijos e, às vezes, broa de milho. É talvez a melhor forma de levar um bocadinho do Gerês para casa.

Leve peças de artesanato local para casa
  • Compras
  • Arte, artesanato e passatempos
  • Grande Porto

Antes de voltar para casa é tempo de encher um saco com recordações da vila. No Artesanato do Gerês não faltam peças em madeira – a matéria-prima de eleição – como carros, caixas, tabuleiros, ardósias e instrumentos de cozinha. O negócio começou em 1940 com Humberto Carvalho e hoje está nas mãos do neto – que também herdou o nome.

Outros destinos

  • Viagens

Sempre que as previsões apontam para queda de neve na Serra da Estrela, significa que as estradas até à Torre vão, eventualmente, ficar cortadas. Portugal padece deste mal de não saber funcionar com condições climatéricas extremas (chove, há inundações; neva, cortam-se acessos; está calor, deixa de haver água), mas como também é um país que sabe, como nenhum outro, viver em negação permanente, todo o santo ano lá vai disto de mandar as pessoas à Serra da Estrela como se fosse possível lá chegar. Ora, não é direito do cidadão comum poder ir à Serra sem ter de pernoitar no carro à beira da estrada? Pois é. Por isso mesmo, este mês a sugestão é que suba a outra serra, a da Lousã, sem medo de ficar pelo caminho.
 Não prometemos neve mas uma experiência imersiva na natureza e no património em estado puro.

  • Viagens

Se me dão licença, tomo a liberdade de começar este texto com um relato na primeira pessoa. A tentativa tosca de manter a distância para não corromper a ética que se exige à prática jornalística obrigar-me-ia a ser uma mera espectadora de uma das melhores experiências que tive o privilégio de viver, e isso, sendo perfeitamente possível, não é o que quero fazer. O Dá Licença, antes de ser o magnífico sítio que é, era para ser só uma casa de férias de Victor Borges e Franck Laigneau, que procuravam um pequeno refúgio no campo para onde pudessem fugir quando a vida em Paris se tornasse demasiado frenética. Acabaram por se mudar definitivamente para a antiga Herdade das Freiras, em Estremoz, depois de terem assistido àquele que dizem ter sido o pôr-do-sol mais inspirador que viram na vida e, de repente viram-se a braços com uma propriedade de 120 hectares com três edifícios, um olival a perder de vista, muito mato por desbravar e um potencial tremendo para dar vida à ideia acabadinha de surgir: criar uma casa aberta onde se reunissem arte e natureza nas suas formas mais puras e que pudesse ser vivida como uma viagem sensorial pelas artes e ofícios numa perspectiva simultaneamente utilitária e contemplativa. Victor deixou o trabalho na Hermès, Franck fechou a galeria de arte que tinha ao pé do Musée D'Orsay e juntos começaram a projectar aquele que, três anos mais tarde, viria a ser o boutique hotel mais bonito de que há memória. O nome, que ainda pensámos que pudesse vir de um

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  • Viagens

O Booking lançou recentemente as tendências de viagem para 2019. Surpreendentemente, numa altura em que parece que cada vez mais se viaja só para alimentar as redes sociais, a maioria dos viajantes globais manifestaram preferência por destinos com hotéis onde possam desenvolver uma nova competência. Com isso em mente, elegemos os melhores workshops e aulas de hotéis, turismos rurais e casas de campo, para que possa entrar na onda do turismo em 2019 e aproveitar que vai dar uma volta para aprender qualquer coisinha. Junte os amigos e vá à descoberta. Recomendado: Roma alternativa: Garbatella, o bairro favorito de Nani Moretti

  • Viagens

Muito Alto, muito louro, muito pouco preocupado com
o facto de estar a vestir um kilt escocês no calor do Alentejo. “Roubei-o à família da minha mulher, esta é a cor e o padrão 
do apelido da família dela e eles não se importam que o use”, diz Mitch Webber, uma das metades do A Place at Evoramonte, um novo alojamento local que
 surgiu na planície alentejana
 em Novembro de 2017. Mitch conheceu Vicki em 2000 e depois de alguns anos a viver
em Inglaterra e na Tailândia mudaram-se para Evoramonte em Maio do ano passado. Ela é escocesa, ele nasceu na África do Sul – “Mas eu é que o deixo usar o kilt”, relembra Vicki. Nunca tinham estado em Portugal mas tanta gente lhes recomendou que viessem cá, “porque as pessoas eram simpáticas”, que acabaram por chegar e procurar casa. Depois de correrem alguns cantos do país, optaram por Évora, mas quando se preparavam para conhecer uma casa, deram com outra, recém-chegada ao site que habitualmente consultavam. Desde logo, algo lhes saltou à vista: “Pensámos, uau!, quero viver no castelo mesmo que não esteja para venda”, conta Vicki emoldurada pela torre de menagem de Evoramonte. Tomaram um café na varanda com o agente da imobiliária e apaixonaram-se pela freguesia. Há muito que tinham vontade em abrir algo do género na Escócia, mas depois de terem vivido em Banguecoque durante quatro anos, explica Vicki, acabaram por se habituar ao calor e ao bom tempo: “A Escócia é bonita mas lá está sempre a chover”, brinca.

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