Cinco trailers de filmes que não nos saem da cabeça

Por uma ou outra razão, há trailers de filmes que se agarram à nossa cabeça (quem sabe até aos nossos sonhos) que nem pega-monstros. Os cinco que se seguem estreiam brevemente

Um regresso, daqueles que nos dá cabelos brancos de tanto esperar. Duas histórias de esperança mais ligadas à ficção-científica. E dois super-heróis. É mais ou menos isto. Isso ou do novo Blade Runner ao próximo Homem-Aranha. Tudo coisas boas. Aponte as diversas datas de estreia no seu calendário, que estes cinco filmes não demoram muito. 

Cinco trailers de filmes que não nos saem da cabeça

Blade Runner 2049

Estamos há 35 anos sentados. À espera, pois claro. Depois de Blade Runner (1982) de Ridley Scott, chegou a vez de Denis Villeneuve, realizador canadiano, que já provou estar como peixe na água no que à ficção-científica diz respeito (basta que pensemos em Arrival, filme com várias nomeações para os últimos Óscares). Desta vez, um novo blade runner, Officer K (Ryan Gosling), descobre um segredo que pode levar ao fim da humanidade, segredo que o leva ao encontro de Rick Deckard (Harrison Ford), um ex-blade runner, desaparecido há 30 anos. Há algo que se está a tornar cliché em torno de Gosling: até aqui o homem toca piano. 

Estreia a 6 de Outubro

The Dark Tower

Já há bastante tempo que o mundo se questionava quando é que alguém iria levar os universos criados por Stephen King para o cinema. Agradeçamos ao croata Nikolaj Arcel, que conta ainda com Akiva Goldsman, Brian Grazer, Ron Howard e o próprio King como produtores. The Dark Tower apropria-se de pedaços dos oito livros da saga, para fazer um filme onde Roland Deschain (Idris Elba) tem que salvar a tal Dark Tower, mítica estrutura que suporta todas as realidades que cabem no mundo. 

Estreia a 4 de Agosto

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Kill Switch

Esta co-produção norte-americana e holandesa, que marca a estreia na realização de Tim Smit, é uma espécie de videojogo em modo filme, pelo menos assim sugere o seu trailer. Com a diferença que aqui não tem o comando na mão. Mas confiemos em Will Porter (o enorme Dan Stevens de Legion) e os seus amigos para salvar o mundo deste futuro que está mais próximo do que se julga. 

Estreia a 16 de Junho

Wonder Woman

Mais um episódio na vida da DC Comics vista no grande ecrã. Desta vez, seguiremos as aventuras da Wonder Woman (aqui interpretada pela israelita Gal Gadot), que, no início do século XX, encontra um militar norte-americano perdido (Chris Pine) que lhe pede ajuda para terminar com a Primeira Guerra Mundial. Londres que tenha cuidado com o que aí vem.

Estreia a 2 de Junho

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Spider-Man: Homecoming

Parece existir sempre mais um Spider-Man pronto a fazer das suas. Em Julho chega-nos outro, com realização de Jon Watts e com Tom Holland como protagonista. Nesta versão, o super-herói das teias de aranha tenta equilibrar a sua vida escolar com a ameaça do vilão Vulture. Algo que, à partida, pode dar asneira. Talvez não seja só à partida.

Estreia a 7 de Julho

Últimas críticas de cinema

A Cidade Perdida de Z

2 /5 estrelas

Desde o seu primeiro filme, Viver e Morrer em Little Odessa (1994), que James Gray não deixava a região de Nova Iorque, mesmo que andasse para trás no tempo (A Imigrante). Mas em A Cidade Perdida de Z, Gray deixou a sua geografia habitual e veio à Europa (Grã-Bretanha) e à América do Sul, para contar a história (romanceada) do militar, cartógrafo e explorador inglês Percy Fawcett (Charlie Hunnam), que nas duas primeiras décadas do século XX andou a desbravar a Amazónia.

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O Meu Pai e Eu

3 /5 estrelas

Honrosíssima estreia na realização de Bob Nelson, o argumentista de Nebrasca, de Alexander Payne, O Meu Pai e Eu é uma comédia dramática enxuta sobre um miúdo, certinho e bom aluno (Jaeden Lieberher), que vai passar um fim-de-semana com o pai divorciado (Clive Owen), um carpinteiro perfeccionista e alcoólico.

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Foge

2 /5 estrelas

Este filme de terror, coqueluche da crítica nos EUA (e não só), realizado em estreia pelo actor negro Jordan Peele (Madtv, Fargo), surge como uma bizarra combinação de blaxploitation dos anos 70, quando realizadores militantes como Gordon Parks ou Melvin Van Peebles se serviam de géneros tradicionais para fazer comentário social e político sobre a situação racial nos EUA, e de fita gore série B. 

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Fátima

5 /5 estrelas

Desengane-se quem pensa que as peregrinações a Fátima são, por sistema, coisas muito espirituais, com muita reflexão religiosa, muita meditação. A julgar por Fátima, de João Canijo, onde 11 mulheres de Trás-os-Montes (interpretadas pela já habitual “companhia” de actrizes do realizador – Rita Blanco, Anabela Moreira, Cleia Almeida, Teresa Tavares, Ana Bustorff, etc.) percorrem a pé os mais de 400 quilómetros entre Vinhais e Fátima, as peregrinações são um misto de teste à capacidade de sofrimento individual e de incubadora de tensões, fricções, conflitos, alianças e rupturas dentro do colectivo feminino. 

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