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À procura de street food de excelência? Perguntámos a 24 mil habitantes locais sobre a qualidade da comida de rua nas suas cidades – eis o que tiveram a dizer.

Em Junho, lançámos o ranking anual da Time Out das melhores cidades do mundo para comer, coroando Lima como a campeã de 2026. A lista baseia-se num enorme inquérito a 24 mil pessoas em todo o mundo, no qual pedimos aos habitantes locais que avaliassem a acessibilidade e a qualidade do panorama gastronómico das suas cidades, bem como aspectos específicos como cafés, espaços de brunch e alta gastronomia.
Mas sejamos realistas: quando fecha os olhos e sonha em comer no estrangeiro, não está a pensar em toalhas de mesa brancas ou salas de jantar pretensiosas. Está a pensar no chiar de um wok, no fumo nos olhos e naquela primeira trinca confusa de algo embrulhado em papel.
Então, qual é o melhor local do mundo para comida de rua, de acordo com os habitantes locais? Estas são as cidades onde comer no passeio reina de forma suprema.
A liderar o nosso ranking com uma enorme taxa de aprovação de 63% está a Cidade de Ho Chi Minh, no Vietname. Não é um feito pequeno para uma megacidade que ostenta seis restaurantes com estrelas Michelin, incluindo o Ănăn Saigon, que eleva os petiscos de rua a belas-artes. No entanto, nada bate o original, por isso salte essas reservas e passeie pelas ruelas cheias de scooters em redor do Mercado de Bến Thành, pegue num minúsculo banco de plástico na esquina mais próxima e equilibre uma tigela fumegante de pho perfumado nos joelhos, ou devore um banh mi maravilhosamente estaladiço em andamento.
Logo atrás está Kuala Lumpur, com uma taxa de aprovação de 62%. Aqui, as bancas de comida nocturnas de Jalan Alor transformam toda uma rua da cidade numa barulhenta cantina ao ar livre. Siga o aroma da gordura a chiar para encontrar satay fumado no carvão, peixe inteiro grelhado e muito char kway teow, um prato de massa de arroz salteada, repleto de camarões e rebentos de soja. É cozinhado em lume fortíssimo para proporcionar o que é conhecido como wok hei – um sabor chamuscado conhecido como o “fôlego do wok”. Agarre numa cadeira de plástico debaixo da cobertura de lanternas vermelhas e aproveite.
Jacarta e Taipé empatam em terceiro lugar com uma taxa de aprovação de 59% cada. Em Jacarta, a magia culinária acontece nos warungs à beira da estrada (bancas de comida informais), onde os habitantes locais se deliciam com pratos em forma de montanha de nasi goreng picante e gado-gado ensopado em amendoim. Entretanto, os lendários mercados nocturnos de néon de Taipé, com o de Shilin à cabeça, são um rito de passagem absoluto. Prepare-se para batalhar contra as multidões por omeletes de ostra doces e estaladiças e, talvez, traga uma menta caso experimente o tofu fedorento (eu desafio-o).
A fechar o top cinco está a Cidade do México com 58%, empatada com Manila. Não há surpresas aí, dado que um bom taco al pastor, cortado directamente do trompo por um vendedor ambulante, é uma das grandes exportações culinárias do país. Hanói (57%), Joanesburgo (56%) e Banguecoque (56%) também conseguiram a sua vaga na primeira parte da lista. Veja o ranking completo abaixo.
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