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Grupo Amigos da Tapada das Necessidades tem feito pressão pela reabilitação do jardim, num impasse há vários anos, mas defende que reabertura dos sanitários não pode esperar.

"Os sanitários que se situam junto do portão Sul da Real Quinta das Necessidades encontram-se fechados e fora de serviço há quase um ano, pelo menos." É assim que se inicia o protesto de um conjunto de cidadãos, inserido no grupo Amigos da Tapada das Necessidades, endereçado esta quarta-feira, 4 de Novembro, à Câmara Municipal de Lisboa, à Sociedade de Reabilitação Urbana de Lisboa e à Assembleia Municipal de Lisboa.
O grupo, representado por Fátima Cavaleiro Ferreira, Helena Espvall, Elsa Mascarenhas e Maria José Afonso, testemunha que os sanitários públicos "foram definitivamente encerrados após uma das tempestades do Inverno de 2025, que provocou a abertura de brechas e outros danos nesta casinha". Mas, mesmo antes, o equipamento era "praticamente inacessível, forçando os utentes a recorrer às zonas arborizadas ou a sair do parque", descrevem.
Os cidadãos consideram a situação "intolerável" em termos de "higiene pública e de civismo", apelando à autarquia que resolva o problema, que "não pode ficar à espera da obra de reabilitação da Real Quinta das Necessidades".
Em Setembro de 2025, no âmbito de uma reportagem da Time Out dando conta do abandono de alguns jardins públicos de Lisboa, a autarquia foi questionada sobre o fecho prolongado dos sanitários em questão. A resposta dada foi que a casa de banho estava "temporariamente encerrada para reparação, devido a problemas ocasionais na rede de saneamento e abastecimento de água da Tapada, que é antiga e por vezes sofre entupimentos ou avarias". No mesmo jardim, as torneiras não deitam água, há plantas mortas e o pavimento e a estatuária estão bastante degradados.
Há quase 20 anos que a Tapada aguarda melhorias profundas, com responsabilidades que passaram do Estado central ao poder local. Em Fevereiro de 2025, a Assembleia Municipal de Lisboa aprovou o montante de 19 milhões de euros, provenientes de taxas turísticas, para devolver, até 2028, a Tapada das Necessidades à sua glória. A tarefa caberia à Associação de Turismo de Lisboa, mas a Câmara, entretanto, afastou o plano da agenda, sob a justificação de que deve ser o município a assumir as obras do jardim histórico, por este não se tratar unicamente de um equipamento com fins turísticos. Pelo meio, além da acção do tempo, nada aconteceu.
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