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Cidadãos marcam concentração na Praça do Município contra apreensão de bicicletas

Concentração será na sexta-feira, 13 de Fevereiro, às 17.30. Entre as exigências estão a devolução das bicicletas apreendidas nos últimos dias pela Polícia Municipal e a criação de estacionamento.

Rute Barbedo
Escrito por
Rute Barbedo
Jornalista
Bairro Lopes, Penha de França
DR via Instagram | Bairro Lopes, Penha de França
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Está marcada para esta sexta-feira, 13 de Fevereiro, às 17.30, uma concentração em frente ao edifício dos Paços do Concelho, na Praça do Município, contra a apreensão de bicicletas pela Polícia Municipal (PM) em diferentes freguesias de Lisboa. Na praça estará quem considerar "inadmissível que as bicicletas estejam a ser retiradas sem qualquer aviso e sem existir estacionamento seguro" na cidade, descreve o colectivo Lisboa Possível, que comunicou a iniciativa.

Os manifestantes planeiam exigir a Carlos Moedas a devolução das bicicletas apreendidas durante os últimos dias, em zonas como a Penha de França, Campo de Ourique ou Martim Moniz; o investimento, "no dobro", no estacionamento para bicicletas; e a construção de ciclovias seguras em todas as freguesias, pode ler-se nas redes sociais do grupo.

A acção surge na sequência de uma operação iniciada pela Polícia Municipal de Lisboa no final de Janeiro, que visa a "remoção de bicicletas, motas e viaturas abandonadas na via pública". Sem comunicação prévia com as juntas de freguesia, "bicicletas obsoletas" ou amarradas a sinais de trânsito e corrimões estão a ser recolhidas pelas autoridades, que justifica a operação com as "inúmeras queixas apresentadas por fregueses das várias freguesias, relacionadas com a permanência de bicicletas nos passeios, impedindo a circulação, nomeadamente de carrinhos de bebé e cadeiras de rodas", de acordo com as explicações dadas à Junta de Freguesia da Penha de França, que questionou a PM sobre a acção. "Nunca recebemos qualquer comunicado ou aviso da Polícia Municipal, de forma a podermos informar devidamente os nossos fregueses. Por isso, decidimos pedir-lhes esse esclarecimento", explicou à Time Out a presidente da Junta da Penha de França, Elisa Madureira.

Excerto do vídeo da apreensão no Martim Moniz
DR via Lisboa Possível — Excerto do vídeo da apreensão no Martim Moniz

Nas redes sociais, têm circulado fotografias e vídeos que mostram agentes da polícia destruindo correntes ou cadeados com o fim de remover os veículos de vias pedonais. Uma das últimas operações policiais foi registada a 7 de Fevereiro, um sábado, na zona do Martim Moniz. "Fazer isto no Martim Moniz, a quem pouco mais tem do que uma bicicleta para trabalhar, é particularmente rebuscado… Lamento, mas não me ocorre outra palavra que não seja 'maldade'", comentou a urbanista e especialista em mobilidade urbana Rita Castel'Branco. Ao mesmo vídeo reagiu assim Duarte d'Araújo Mata, que trabalhou entre 2010 e 2021 nas áreas do ambiente, estrutura verde, clima e energia da Câmara Municipal de Lisboa: "Estive mais de uma década a trabalhar no município de Lisboa em prol do uso da bicicleta em meio urbano e tenho um forte sentimento de vergonha por saber que andam a remover bicicletas da via pública (naturalmente com as honrosas excepções das que possam estar a impedir passeios ou a ser um obstáculo físico à mobilidade). Grande retrocesso em tão pouco tempo."

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