[category]
[title]
Os EUA não são o único país que pode proibir a entrada de estrangeiros.

Ora aqui está uma nova reviravolta: os norte-americanos podem em breve ver diminuir as suas opções de viagem, porque há outros países a barrar a sua entrada em resposta às restrições de viagem alargadas impostas pelos EUA, segundo a Travel + Leisure.
RECOMENDADO: Os passaportes mais poderosos do mundo em 2026
Depois de os EUA terem alargado a sua proibição de viagens a dezenas de países, vários estados anunciaram que turistas, pessoas em viagens de negócios e requerentes de visto norte-americanos podem deixar de ser bem-vindos ou passar a enfrentar regras de entrada muito mais rigorosas. O Mali e o Burkina Faso, dois países vizinhos da África Ocidental, anunciaram que vão mesmo suspender totalmente a entrada de cidadãos dos EUA com base na “reciprocidade” em relação à política de Washington. O Níger já tinha declarado uma interrupção permanente na emissão de vistos para americanos.
Os três países estão classificados pelo Departamento de Estado dos EUA com um aviso de Nível 4, que alerta potenciais viajantes para riscos como terrorismo, crime, raptos e outros.
É uma viragem marcante que baralha a narrativa habitual das proibições de viagem. Em vez de ser uma via de sentido único, em que apenas certos estrangeiros são impedidos de entrar nos EUA, os países visados pelas restrições norte-americanas estão a responder. Estas decisões surgem na sequência de uma mudança mais ampla na política. A partir de 1 de Janeiro de 2026, a proibição de viagens de Washington passou a abranger uma longa lista de países em África, nas Caraíbas e noutras regiões, incluindo Afeganistão, Haiti, Irão, Líbia e Iémen.
Isto surge também após um novo projecto de lei do Senado norte-americano, o Exclusive Citizenship Act, de 2025, que acabaria, na prática, com a dupla cidadania para americanos. Caso se torne lei, os cidadãos americanos passariam a dever “lealdade única e exclusiva” aos EUA, o que significaria escolher apenas um passaporte e deixar de poder ter dois em simultâneo.
Para os viajantes norte-americanos, o resultado das novas proibições é simples mas duro: pode já não conseguir visitar certos destinos que eram acessíveis há um ano, pelo menos não com a documentação turística habitual. Resta saber se esta é uma tendência e se vai aprofundar numa espécie de impasse global nas viagens, ou se vai aliviar com futuras mudanças políticas. Por agora, vive-se e viaja-se numa era de proibições recíprocas.
📲 Siga-nos nas redes sociais: Whatsapp, Instagram, Facebook e LinkedIn
Discover Time Out original video