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Da estação fluvial Sul e Sueste ao Liceu Camões. Há cinco novos prémios Valmor

Para o quadriénio de 2021 a 2024, o júri dos Prémios Valmor e Municipal de Arquitectura analisou 556 fichas de obras. No final, houve cinco prémios e seis menções honrosas.

Rute Barbedo
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Rute Barbedo
Jornalista
Escola Secundária de Camões
António Jorge Silva | Escola Secundária de Camões
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A Estação Sul e Sueste (junto ao Terreiro do Paço, de onde partem os barcos em direcção ao Barreiro), um prédio de habitação em Campo de Ourique (na Rua Francisco Metrass), o novo edifício do Instituto Universitário de Lisboa – Iscte, o Funicular da Graça e o Liceu Camões. São estes os vencedores dos Prémios Valmor e Municipal de Arquitectura, referentes ao período entre 2021 e 2024, anunciou esta terça-feira, 3 de Junho, a Câmara Municipal de Lisboa, numa cerimónia no MUDE – Museu do Design. 

Já as menções honrosas foram para um edifício de habitação na Rua das Praças (Estrela), a Escola Básica do Parque das Nações, a ampliação de um prédio de habitação na Travessa de Santa Quitéria (Campo de Ourique), o conjunto habitacional no arruamento à Rua Isaac Rabin (Lumiar), o Parque Urbano Gonçalo Ribeiro Telles (Praça de Espanha) e a renovação do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.

Estação Sul e Sueste
Fotografia: Francisco Romão PereiraEstação Sul e Sueste
Funicular da Graça
Francisco Romão PereiraFunicular da Graça

Olhando a autores, o grande vencedor do quadriénio, entre as 556 fichas de obras analisadas, é o atelier de João Pedro Falcão de Campos, pela autoria do edifício na Rua Francisco Metrass (2022) e pela reabilitação do Liceu Camões (2024).

"Esta é a diversidade de Lisboa"

"Vemos aqui edifícios para habitação, escolas, espaços verdes, museus, estações de transportes… Estão aqui edifícios que têm não só funções diferentes, como também estilos diferentes. E esta é a diversidade de Lisboa", afirmou na cerimónia de atribuição dos prémios o presidente do júri e da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carlos Moedas. A completar o júri estiveram a vereadora do Urbanismo, Joana Almeida, a directora Municipal de Cultura, Laurentina Pereira, o presidente da Academia Nacional de Belas-Artes, Alberto Reaes Pinto, o presidente do Conselho Directivo Regional de Lisboa e Vale do Tejo da Ordem dos Arquitectos, Pedro Novo, o presidente da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa, Jorge Mealha, e a professora na área de arquitectura, Ana Tostões.

LU.CA
Fernando GuerraLU.CA

Em Novembro do ano passado, depois de cinco anos de interregno, a CML iniciou o processo de reposição dos Prémios Valmor, olhando para os anos de 2018, 2019 e 2020. Foram apreciadas "mais de 250 obras por ano, num total de 777 obras que, na sua grande maioria, corresponderam a intervenções sobre edificado pré-existente (82%)", detalhou a autarquia esta semana em comunicado. Em 2024, foram distinguidos o LU.CA, a Biblioteca de Alcântara e um edifício de habitação e comércio na Baixa. Com a atribuição dos cinco prémios e seis menções honrosas este mês de Junho, retoma-se a normalidade na atribuição anual do galardão.

Há mais de cem anos que os Prémios Valmor (fundidos em 1982 com o Prémio Municipal de Arquitectura) distinguem os melhores exemplares da arquitectura de Lisboa. Criado no arranque do século XX, para fazer cumprir o legado testamentário do 2.º Visconde de Valmor, Fausto Correia Guedes, o prémio é atribuído, em partes iguais, ao arquitecto autor do projecto e ao promotor da obra.

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