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A marca portuguesa de swimwear das irmãs Inês e Marta Fonseca não foi para longe: continua no Príncipe Real e partilha o novo espaço com os ténis de solas coloridas da Hirundo.

Juntou-se a fome à vontade de comer. De um lado estava a Latitid, a crescer de ano para ano e com vontade (mas alguma falta de coragem) de ter uma loja de rua em Lisboa. Do outro estava a Embaixada, palacete e galeria comercial onde a marca portuguesa de swimwear se instalou em 2014, apenas um ano depois de nascer, e que vai fechar para se transformar num hotel de luxo. O resultado está à vista desde o dia 27 de Maio: uma nova Latitid, maior e mais luminosa, a apenas três minutos a pé da anterior e que partilha casa com a Hirundo, marca portuguesa de ténis amigos do ambiente.
“Posso dizer que foi amor à primeira vista”, diz à Time Out Inês Fonseca, uma das irmãs fundadoras da marca de swimwear. A nova loja, no edifício azul com vizinhos coloridos como o Coyo Taco e o Pub Lisboeta, já dá nas vistas com uma enorme montra onde brilha um biquíni cai-cai amarelo, da colecção de 2026 La Vacanza, sobre um fundo acrílico redondo e vermelho, a fazer lembrar o sol.
Lá dentro, o projecto do arquitecto do Porto Diogo Nogueira tem como elemento principal uma plataforma em forma de onda, forrada com azulejos brancos, que convida a percorrer o espaço de 120 metros quadrados até ao fundo, onde ficam os provadores. Pelo caminho há espelhos, molduras, baús, um balcão redondo, e, claro, muitos biquínis e fatos de banho a baloiçar em cabides pretos. A estes junta-se a linha de roupa de praia da Latitid, cada vez maior, e acessórios como sacos e panos.
A mezzanine, com a parede forrada de azulejos amarelos, ficou para a Hirundo e para as suas sapatilhas brancas de sola verde, azul, vermelha e por aí fora.
Inês conta como decorreu a mudança, o que a leva numa viagem ao passado. “A Embaixada avisou-nos que ia fechar há cerca de um ano – o que calhou mesmo bem, porque já estávamos a precisar de fazer obras e de ter mais espaço – e começou a tentar realojar as lojas no bairro.” Sair do Príncipe Real estava fora de questão, afinal, foi praticamente aqui que tudo começou.
“Há um lado emocional, claro. A Embaixada foi onde a Latitid abriu a primeira loja. Começámos com um showroom na Rua Garrett e depois tivemos uma parede na Embaixada. Sim, literalmente uma parede, com charriots comprados por mim no Ikea!”, conta, nostálgica.
Ao fim de um ano, conseguiram finalmente uma pequena loja no Palacete Ribeiro da Cunha – mas Inês estava de olho noutra, mesmo em frente. Era maior e “a melhor” do edifício histórico. Conseguiu-a passado três anos e, sem nunca parar de crescer, ainda acabou por ficar também com a do lado. “O próximo passo tinha mesmo de ser uma loja de rua. Mas foi isto que eu sempre pensei que fazia sentido: um negócio aos bocadinhos. As coisas step by step [passo a passo] têm muito mais graça.”
Com lojas também no Porto e em Cascais, o objectivo é continuar a crescer. Exportar mais e, quem sabe, até abrir um espaço em Madrid fazem parte dos sonhos. Mas tudo, claro, com muita calma.
A volta ao mundo da Latitid começou há 13 anos no Porto. Desde então, passou por destinos como Barcelona, Londres, Istambul, Capri, Cuba, Cidade do Cabo, Los Angeles, Tóquio ou Rio de Janeiro. Este ano, Marta e Inês marcaram viagem para a Sicília, com uma colecção dividida em quatro partes: as duas primeiras, Vila Nonna e Vila Memória, foram lançadas em Março e Abril, respectivamente. A terceira, Villa Spiaggia, aproveitou a abertura da nova loja de Lisboa para dar um ar da sua graça, com 59 novos modelos de diferentes cores e padrões. Fica a faltar a última, marcada para Junho. Espaço não lhe falta no número 69 da Rua D. Pedro V.
Rua D. Pedro Vl, 69 (Príncipe Real). Seg-Sáb 10.30-20.00 e Dom 11.00-19.00
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