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Um sucesso no TikTok, a marca de gelados vegan está agora de portas abertas no centro de Lisboa. Mas atenção: o primeiro pop-up da Swee não é uma gelataria.

Diogo Valente e Tiago Rebelo tinham 18 anos quando se conheceram no ginásio. Daí até se estrearem juntos nos negócios foi um instante. Começaram com um evento dedicado à alimentação saudável, o Healthy Market Cascais, mas depois veio a pandemia e tiveram de se reinventar. Foi assim que, há quatro anos, nasceu a Swee, uma marca de gelados vegan e com menos 70% a 90% de açúcar. Agora, anunciam o seu primeiro pop-up. A inauguração está marcada para esta sexta-feira, 7 de Novembro, no número 17 da Rua Augusta. Mas atenção, não esteja a contar encontrar uma gelataria. Inspirados pela tendência viral dos smash burgers, ou hambúrgueres esmagados na chapa, estreiam os smash swees. Sim, é isso mesmo que está a pensar. A ideia é comer gelado dentro de uma sanduíche de brioche prensada, e com tudo a que tem direito, desde pedaços a toppings como mel e pistáchio.
Talvez ainda não tenha provado os gelados da Swee, mas se anda pelo TikTok, é provável que já conheça a marca. Diogo Valente, também conhecido como D8, rapper que participou no Factor X e chegou a apresentar o programa Curto Circuito, da SIC Radical, é a cara da marca nas redes sociais e costuma aparecer vestido com o que baptizou de swoodie, um poncho vermelho com o logótipo da Swee. “O nosso primeiro gelado era terrível, parecia cimento… Devíamos ter levado aquilo ao Leroy Merlin em vez de ao Continente”, brinca o comunicador-feito-empreendedor, depois de nos confidenciar que tudo começou com uma arca comprada na Amazon e receitas descobertas em vídeos no Youtube e no Reddit. Ainda bem que persistiram e que continuaram a desafiar-se um ao outro, dizem-nos.
Na verdade, a abertura deste primeiro pop-up também teve origem num desafio. “Andávamos a pensar no que poderiam ser as inovações para 2026 e eu disse ao Tiago que, se tivesse sete mil likes num post, ia à Madeira à procura de inspiração”, recorda Diogo. “E não só fomos incrivelmente bem recebidos como o Grupo Pestana, que é de uma família madeirense, ficou tão sensibilizado pela forma como nos envolvemos com a Madeira que nos desafiou a sairmos da nossa zona de conforto. Para uma start-up em Portugal, ainda por cima no sector do retalho alimentar, ter uma loja é um desafio gigante, mas aqui estamos.” E não é com uma gelataria qualquer: “Não queríamos que fosse mais uma, porque há gelatarias incríveis em Lisboa, com gelados de muito boa qualidade, e o que nos tem distinguido é trazer inovação para cima da mesa”.
A proposta é simples: montar uma sobremesa (8,50€) em apenas quatro passos. Primeiro escolhe-se o tipo de brioche – o verde, de pistáchio, chama-nos logo a atenção, mas também há clássico e de framboesa. Depois, o topping (manteiga de amendoim e chocolate negro, por exemplo) e os pedaços (como crumble de red velvet ou speculoos, um biscoito tradicional belga). Por fim, um dos cinco sabores de gelado disponíveis: chocolate, oreo, morango, cookie dough e pistáchio com framboesa. “2025 ficou marcado pelos smash burgers. Em Lisboa, há um em cada esquina e cada vez mais a aparecer. Mas enquanto um smash burger é de facto uma refeição, um smash swee é uma sobremesa. No fundo, uma versão doce de um produto que as pessoas associam a algo mais salgado”, explica Tiago, antes de acrescentar que o espaço também servirá como uma espécie de laboratório para a marca.
Se fizermos as contas, é possível fazer mais de 600 combinações. Mas, mais importante, provar sabores que a marca ainda não comercializa em supermercado, como o de cookie cough. “Este é o único sítio do país onde o podem experimentar. É um sabor exclusivo”, avisa Diogo, que acredita que o sucesso da Swee se prende muito com a forma como têm envolvido os consumidores em todos os processos. “É um super-poder podermos ter um espaço destes, que nos permite fazer testes em loja”, acrescenta Tiago. “Mas só foi possível pensarmos sequer nisto porque o Pestana nos deu abertura para sonharmos. Conceptualmente, havia problemas que nos inquietavam.” Felizmente, o pop-up está integrado no restaurante Olive, que conta com uma equipa com experiência, que dará apoio quando necessário. “Temos as costas quentes”, diz, entre risos.
“O espaço é pequeno, e ainda bem que é pequeno e que cinco pessoas já fazem uma fila, porque isso nos ajuda a aprender. A única coisa que sabemos é que, para chegarmos a mil metros quadrados, temos de começar com um. Por isso, estamos preparados”, remata Diogo. “Se daqui a seis meses, percebermos que é preciso inovar outra vez, não há problema. Isto é a loja da Swee, não é um Smash Swee. A experiência de marca agora é esta, mas amanhã pode ser outra qualquer.” Além disso, estão previstas colaborações com influencers, como a criadora de conteúdos Helena Coelho, com quem lançam o primeiro “Menu Collab”. Limitado ao stock existente, o Smash Swee Krispy Baclava – disponível a partir desta sexta-feira, 7 de Novembro – é feito de brioche clássico com gelado de baunilha e toppings de mel e pistáchio.
Para o futuro, não há planos. “É fim-de-semana a fim-de-semana”, admite Diogo, que acredita que o caminho da Swee se faz ao lado dos consumidores. “Aquilo que era a nossa maior fraqueza, que é o facto de nenhum de nós perceber de gelado, tornou-se uma força, porque desde o início que tivemos a humildade de ouvir toda a gente. E isso é o mais importante, porque para um projecto destes ser sustentável a longo prazo tem de ser top of mind e o problema das startups é exactamente esse, ter pouco orçamento para fazer marketing ao nível de grandes marcas. Portanto, a estratégia foi estar no digital, mas foi tudo muito orgânico. Nós estávamos a fazer acções de degustação e mandámos vir uns balcões do melhor fornecedor de todos, que era o mais barato. Quando chegaram, não tinham revestimento para líquidos… Então, tivemos de os forrar, como as nossas mães faziam com os cadernos da escola. Foi tão ridículo que gravámos e postámos no TikTok. No dia seguinte, estávamos virais. Long story short, as vendas aumentaram imediatamente. Foi uma estupidez das boas.”
Swee, Rua Augusta, 17 (Baixa). Seg-Dom 11.30-20.30
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