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Percurso arranca em Junho e também inclui Lisboa. Ministro justifica ligação com "falta de material circulante gritante" da Fertagus.

Foi anunciada em Janeiro, esteve prevista para começar em Março, mas é agora Junho a estimativa lançada pelo Governo para o arranque da rota fluvial entre o Barreiro, o Seixal e Lisboa (Cais do Sodré). Não tendo detalhado um dia exacto para o início da operação, o presidente da Transtejo Soflusa, Rui Ribeiro Rei, adiantou à agência Lusa que as primeiras viagens acontecerão ao fim-de-semana, prevendo-se que o serviço seja posteriormente alargado a toda a semana, com ligações de manhã, à tarde e à noite.
O anúncio aconteceu na cerimónia do primeiro aniversário da operação fluvial eléctrica entre o Seixal e Lisboa, esta terça-feira, na qual o ministro das Infra-estruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, sublinhou a importância da ligação entre os dois concelhos da Margem Sul, que hoje distam cerca de 17 quilómetros por estrada, ainda que estejam separados por menos de 500 metros de rio. Além disso, sublinhou o governante, "a Fertagus [serviço ferroviário] está a sofrer hoje de uma falta de material circulante gritante", o que justifica o reforço das ligações através do rio Tejo. Sobre o transporte ferroviário, o responsável garantiu que o Governo está a adquirir duas carruagens de reforço para a Fertagus.
Para o presidente da Transtejo, a rota a iniciar em Junho é "uma necessidade que os autarcas entendem e a população também". "A Transtejo não tem que fazer só ligações ponto a ponto, ela tem que fazer várias ligações de ponto e ligações entre as margens. E neste caso é algo que se pede há muito tempo e que não foi implementado", afirmou.
Quem hoje quiser viajar entre o Barreiro e o Seixal em transportes públicos tem de despender cerca de uma hora de viagem, sendo obrigado a mudar de autocarro pelo meio. De automóvel, o percurso demora cerca de 25 minutos. Não foi assim até 1969, ano em que a ponte de pouco mais de 300 metros sobre o rio Coina (e que ligava os dois concelhos) foi desmantelada, na sequência do embate de um navio na estrutura. A recuperação da ponte foi várias vezes projectada, mas nunca concretizada, tendo o actual Governo planos para a reavivar no âmbito da construção da terceira ponte sobre o Tejo. O anúncio foi feito pelo Ministro das Infra-Estruturas e Habitação, a 10 de Julho.
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