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Escadas da Baixa-Chiado vão ser novamente reparadas. Só depois vem o piquete de assistência

Metropolitano de Lisboa anunciou em Dezembro que iria assinar contrato para manutenção e novo piquete de assistência na Baixa-Chiado e Aeroporto. Contrato foi assinado três meses depois e piquete não chega antes do Verão.

Rute Barbedo
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Rute Barbedo
Jornalista
Estação Baixa-Chiado
DR | Estação Baixa-Chiado
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O novo modelo operacional anunciado em Dezembro pela empresa Metropolitano de Lisboa ainda não começou a ser testado. A empresa divulgou na altura que iria assinar um contrato de "assistência técnica para manutenção completa e piquete de assistência às escadas mecânicas e elevadores das estações Baixa-Chiado e Aeroporto, abrangendo 22 escadas mecânicas e seis elevadores", com vista a "garantir a fiabilidade" dos equipamentos e a "melhorar os tempos de resposta às ocorrências". Ao longo do mês de Março, no entanto, a Time Out verificou que as duas primeiras escadas mecânicas da estação Baixa-Chiado (sentidos descendente e ascendente, na direcção do Largo de Camões) têm estado avariadas (episódio não raro nesta estação), sem a presença de equipas no local. Questionada, a empresa Metropolitano de Lisboa explica que o contrato com a empresa de assistência (a Kone Portugal) foi assinado a 19 de Março. O próximo passo será reparar as escadas e, cerca de três meses depois (ou seja, não antes do final de Junho), a equipa de assistência deverá ir para o terreno.

"O contrato em apreço foi já objecto de consignação no passado dia 19 de Março, encontrando-se, neste momento, reunidas as condições para o arranque dos trabalhos", começa por enquadrar a empresa, numa resposta por escrito à Time Out, para de seguida explicar que "a implementação deste novo modelo será desenvolvida em duas fases". "Numa primeira fase, com a duração prevista de 13 semanas, serão realizadas intervenções nas estações de Baixa-Chiado e Aeroporto, com vista à criação das condições necessárias ao funcionamento das escadas rolantes e elevadores. Entretanto será iniciada a reparação das escadas mecânicas da estação Baixa-Chiado. Durante este período, as equipas ainda não estarão em permanência nas estações." Na fase seguinte, entrará então em vigor o novo modelo operacional, que "prevê a presença permanente de equipas técnicas, 24 horas por dia, em cada uma das duas estações, permitindo uma resposta mais célere e eficaz a eventuais ocorrências". O contrato com a Kone Portugal tem uma duração de 62 meses e privilegia aquilo que a empresa qualifica como um "modelo de assistência diferenciado".

22,5 milhões de euros desde 2018

A empresa de transportes detalha ainda que "dispõe, desde sempre, de piquetes de assistência a avarias em regime permanente" e que o novo modelo constitui apenas "um reforço significativo da capacidade de resposta, quer pela disponibilização local de um conjunto de peças sujeitas a maior desgaste, quer pela presença contínua de equipas técnicas nas estações". Durante o mês de Março, a Time Out também perguntou a dois dos trabalhadores presentes na estação Baixa-Chiado se existiam piquetes de assistência aos quais poderia reportar a avaria das escadas, recebendo, em ambas as situações, respostas negativas.

As novas medidas adoptadas para as estações Baixa-Chiado e Aeroporto, assegura a Metropolitano de Lisboa, "permitirão reduzir os tempos de intervenção e contribuir para a melhoria dos níveis de fiabilidade e da qualidade do serviço prestado aos clientes". Desde 2018, foram investidos 22,5 milhões de euros na instalação, substituição e modernização de elevadores, escadas e tapetes mecânicos, tendo sido instalados ou encontrando-se em processo de instalação 39 elevadores e 33 escadas mecânicas em diversas estações da rede, informou a empresa em Dezembro.

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