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Haverá melhor forma de animar a deslocação matinal para o trabalho do que passar por uma das estações mais bonitas do planeta?

Ir para o trabalho é universalmente aceite como uma das grandes misérias da vida. Quer vá atrasado e comprimido debaixo da axila de alguém num comboio da manhã ou a desviar-se de poças enquanto espera numa plataforma de betão, raramente este é o ponto alto do dia de alguém.
Mas estas sete estações podem fazer com que mude de ideias. O Prix Versailles é o prémio de arquitectura que já deu os seus veredictos sobre os hotéis, restaurantes, aeroportos e museus mais bonitos do mundo este ano – e revelou agora a sua lista de finalistas para as estações de comboio mais bonitas do mundo em 2026.
O prémio realiza-se anualmente desde 2015, na sede da UNESCO em Paris, e a selecção de cada ano é feita por um júri internacional de arquitectos, designers, artistas e figuras públicas, que avaliam a excelência arquitectónica, a inovação, a forma como cada projecto responde ao seu contexto cultural e também o seu compromisso com a sustentabilidade.
Todas as sete estações surgem em pé de igualdade como finalistas, mas a proposta mais impressionante é provavelmente a Estação de Monte Sant'Angelo, em Nápoles, que abriu no ano passado.
Projectada pelo artista Anish Kapoor em conjunto com os ateliers Future Systems e AL_A, foi inspirada, segundo consta, no Inferno de Dante. Situada a 48 metros de profundidade, tem duas aberturas monumentais em aço corten e alumínio que conduzem a um mundo subterrâneo de paredes brutas que evoca o Monte Vesúvio, uma caverna e a antiga lenda da Sibila de Cumas, antes de levar os passageiros de volta à superfície.
A Estação Colosseo - Fori Imperiali, em Roma, também adopta uma abordagem teatral, tratando a descida até às plataformas como uma verdadeira viagem pela história da cidade, com uma abertura que oferece aos passageiros em transbordo uma vista inesperada do Coliseu.
Em Riade, a Estação do Museu Nacional, projectada pela Arup, envolve a entrada numa estrutura rendilhada de betão modelada a partir da topografia da montanha de Tuwaiq, com aberturas triangulares inspiradas na arquitectura tradicional de Najd que revelam um interior azul brilhante.
Noutros pontos da lista, a Estação de Town Hall, em Melbourne, conquista o seu lugar pelo átrio subterrâneo que lembra uma catedral, sustentado por oito colunas em forma de árvore sob um tecto em abóbada de tom cobreado. A Estação Part-Dieu, em Lyon, duplicou de tamanho para dar resposta ao seu papel como um dos nós de transbordo mais movimentados da Europa, enquanto a segunda entrada de Riade, a Estação Ocidental (Western Station), vai buscar inspiração às dunas do deserto, com a linha ondulante do tecto a dar sombra a um pequeno ecossistema de lojas, uma mesquita e praças pedonais construídas em redor dos carris.
A fechar a lista está o LAX/Metro Transit Center, em Los Angeles, cujas coberturas escultóricas foram concebidas para minimizar o uso de ar condicionado através de ventilação natural, com painéis solares a cobrir cerca de metade das necessidades energéticas do edifício.
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